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SHUFFLE 3: Dream Theater

SHUFFLE 3: Dream Theater

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Artista: Dream Theater

Álbum: Metropolis, Part 2 Scenes from a Memory

Ano: 1999

Género: Rock Progressivo

Repetições: 2.082.548

Recomendações a amigos: 10.144

“Safe in the light that surrounds me” e “Open your eyes Nicholas”.

Do primeiro ao último verso do álbum – produzido in house, pelo então baterista Mike Portnoy e actual guitarrista John Petrucci, ambos considerados génios dos seus métiês musicais – parece que estamos num filme de Chris Nolan com esquissos do pior dos livros de Nicholas Sparks (as opções são várias, é agarrar uma à escolha. 🙂

A história de Metropolis, Part 2 é a de um tipo chamado Nicholas que virou Victoria Page, que tem um irmão chamado Julian e um amante chamado Edward. Não digo mais nada porque em termos narrativos só precisam de saber isto. Há um homicídio pelo meio. E todo o álbum é uma sessão de hipnoterapia. Epá porque sim.

O CHAMADO SOM

É absolutamente divino. Depois do que não havia corrido bem com Falling Into Infinity – um álbum onde os Dream Theater arriscaram mais, com baladas

riffs mais comercialóides,

músicas mais curtas e açucaradas

e outras para Japonês curtir

era preciso arrumar a casa. Escrever. Enter John Petrucci e Mike Portnoy.

Um tal de Jordan Rudess, que com eles havia gravado isto uns meses antes

LTE

e este Canadiano

 

(6:00 para a frente)

Cada um dos temas conta uma cena – um episódio, vá – dentro da ‘trama’ conceptual do álbum. Viajamos com Nicholas na sua viagem para descobrir quem matou quem, quando, aonde, como e porquê e por que diacho ele faz isto no meio de solos incríveis de John Petrucci

de arranjos sublimes na forma acústica

ou de faixas instrumentais arrebatadoras.

Metropolis, Part 2 é puro génio à solta no Olimpo da Música.

Enquanto Apolo bate palmas, Baco bebe porque o talento de Dream Theater atrás dos instrumentos é sobejamente conhecido (Jordan Rudess tem a escola de Julliard; Portnoy ganhou durante anos a fio o prémio de Baterista do Ano; Petrucci chegou tarde e a más horas à tournée G3 de Joe Satriani) e o que este nababo pode dizer, que já os viu para cima de 3 vezes (em Lisboa, Porto e arredores) é que NÃO HÁ CONCERTO como o destes meninos para se receber uma tareia musical das antigas!

Este álbum prima pela subtileza, versatilidade, riqueza musical e classe.

Não há excesso de notas, como os Dream Theater por vezes adoram.

Tudo bate certo. Até a voz de James LaBrie – por vezes bastante criticada por não estar ao nível dos outros intérpretes, de Myung a Portnoy – sabe bem e sente-se que a banda está harmonizada como nunca.

Gravado no upstate Nova Iorquino, nos estúdios Beartracks, Metropolis 2 é, citando Portnoy, the “greatest Dream Theater álbum”, até hoje reconhecido como uma das obras-primas da banda (que volta a Portugal em 2020, para dois concertos que prometem!).

AQUILO QUE NÃO GOSTO

  1. Amo tudo o que se ouve neste álbum. Até a estática final de Finally Free sabe bem. É tudo bom!

AQUILO QUE GOSTO

Tudo. Minuto 0-Final do Álbum.

É absolutamente maravilhoso, inacreditável, inesquecível, potente, épico, portentoso, sublime!

CURIOSIDADES:

– A capa original do disco Live Scenes from New York – basicamente um dos concertos gravados da world tour deste álbum + pozinhos de álbums anteriores, you know the drill – era esta menina aqui

Imaginem lá que a data de lançamento do álbum (Live Scenes)… foi Setembro de 2001.

Obviamente que as torres em chamas foram retiradas e o símbolo foi substituído;

– foi considerado por várias publicações – de volta ao Metropolis, Part 2 – como um dos melhores álbums de Prog Rock da História; leitores da Rolling Stone votaram-no mesmo como o Melhor Álbum de Sempre da categoria; já a revista atribuiu-lhe um (modestíssimo) 29º posto;

– de Radiohead a Pink Floyd, Beatles a Marillion, Genesis, Roger Waters, as ‘sementes’ musicais que fizeram fruir esta masterpiece foram vastas e Mike Portnoy resumiu tudo na perfeição através da expressão… “inspiration corner”;

 

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