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Prince: um dos maiores génios criativos do Século XX

Prince: um dos maiores génios criativos do Século XX

 

Prince foi um dos maiores génios criativos do Século XX, pela sua capacidade de reinvenção de géneros, fusão de estilos e, sobretudo, pela sua musicalidade inata. É verdade que mudou o nome para um símbolo impossível de pronunciar (cuja imagem se encontra abaixo), mas acabou por voltar ao original. É verdade também que já não editava discos com a regularidade de outros tempos. Mas para a história da música, Prince será sempre Prince.

E embora o nome seja realmente pequeno, a verdade é que o artista norte-americano foi sempre sinónimo de uma diversidade musical tão grande que é difícil escolher um só género em que possa enquadrar. Funk, rock, soul, jazz, pop, R&B: Prince não era nada disto mas era ao mesmo tempo uma mistura de todos eles. Se não acredita, basta recuar no tempo e tentar encontrar semelhanças entre temas como Purple Rain, Kiss, F.U.N.K. ou Diamonds and Pearls. O que há em comum? Todos têm a assinatura de Prince.

Nascido em 1958, na cidade de Minnesota (EUA), Prince mostrou aptidão precoce para a música, mas a estreia profissional aconteceu apenas aos 19 anos. Depois de experiências com a banda dos primos, o artista editou finalmente o seu primeiro álbum. For You foi lançado em 1978 e, embora não seja de longe o seu maior sucesso, vendeu cerca de 430 mil cópias em todo o mundo. Foi o primeiro gosto do êxito que motivou Prince para apostar em definitivo na carreira como compositor e cantor. Desde então, nunca mais parou.

Prince em defesa da liberdade musical

Assumido devoto de James Brown, Stevie Wonder e Sly Stone, Prince destacou-se não apenas como cantor, mas também como multi-instrumentista. Não há como falar de Prince sem referir Purple Rain. O álbum de 1984 foi responsável pelo aumento da visibilidade do artista e serviu de banda sonora para um filme com o mesmo nome. Atualmente, Purple Rain está no Rock and Roll Hall of Fame, sendo considerado como um dos 200 melhores álbuns de sempre.

Mas existem muitos mais discos memoráveis: Sign o’ the Times (1987), Diamonds and Pearls (1991), Love Symbol Album (1992), Come (1994) e Chaos and Disorder (1996) são apenas alguns exemplos de momentos geniais. Se durante a década de 80 Prince rivalizava com Michael Jackson, na década de 90 já não havia rivalidade possível com nenhum outro artista de soul, funk ou R&B, principalmente nos anos em que gravou com a banda New Power Generation.

Contudo, ele não queria apenas fazer música, queria em simultâneo controlar o acesso à sua própria arte. Por isso mesmo, Prince assumiu-se também como combatente em nome da liberdade musical, iniciando uma dura batalha contra a sua editora e os seus contratos restritivos.

Toda essa batalha esvaziou a sua criatividade durante anos de desgaste público. Inconfundível e sempre polémico, Prince nunca deixou de ser notícia. As letras provocantes e as sucessivas transformações suscitaram o interesse não só dos media, como também do público. As mudanças de visual refletiram-se em transformações musicais aclamadas pela crítica.

Ainda assim, o facto é que Prince nunca deixou de ser Prince. Até à sua morte, o cantor foi reconhecido como uma das melhores vozes de sempre, figurando na lista dos 100 melhores artistas da revista Rolling Stone. E até aos dias de hoje, Prince continua a ser sinónimo de inovação, mudança e criatividade.

Prince morreu com 57 anos, na sua propriedade no Minnesota. No momento em que atualizamos este post, as autoridades ainda não tinham divulgado informação acerca da morte do artista, embora se soubesse que tinha cancelado dois concertos no início de abril por motivos de saúde.

DISCOS RECOMENDADOS DE PRINCE:

Purple Rain

 

Sign ‘O’ The Times

Diamonds And Pearls

Love Symbol


   

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