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O impacto silencioso da música como ambiente no nosso dia a dia

O impacto silencioso da música como ambiente no nosso dia a dia

by Gonçalo Sousa

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A música como ambiente é bastante utilizada e está presente em diferentes situações e tarefas do nosso dia a dia, mesmo quando é combinada com outra atividade num cenário em que não está destinada a ser o primeiro plano como aconteceria num concerto ou performance musical. Como tal, está cientificamente provado que afeta e origina diferenças no comportamento psicológico demonstrado em tais cenários.

“Música ambiente”, por sua vez, é um estilo de música próprio destinado a ser usado para esse exato fim.

Abaixo, vamos indicar algumas das situações e atividades em que é comum a utilização de música como ambiente, e ver que consequências é que esta tem, direta ou indiretamente, no nosso psicológico, em cada uma dessas situações.

 

Estudo, Trabalho e Produtividade

Vários estudos sobre os efeitos fisiológicos de ouvir música enquanto se estuda ou se faz qualquer outro tipo de atividade que exige foco e atenção, indicam que certos tipos de música ambiente aumentam a concentração e a produtividade entre vários outros benefícios.

Segundo alguns estudos, os batimentos e ritmos mínimos de músicas relaxantes, são tão eficazes que são capazes de colocar os sentidos do ouvinte em repouso, resultando numa pressão sanguínea e ritmo cardíaco mais baixos. Ou seja, de uma forma geral, reduzem o stress e a ansiedade enquanto melhoram o desempenho, a concentração e a função cerebral.

Novamente, isto só se verifica com determinados tipos de música – a maioria dos compositores escreve música com o objetivo de captar a sua atenção, música essa que o distrai quando se está a tentar concentrar. Por outro lado, a música ambiente, é escrita de maneira diferente, sendo a maioria de tom relaxante. Estas músicas podem até ser aborrecidas de ouvir por si só, mas quando combinadas com outra atividade, como estudar, podem resultar bem sem arruinar a sua concentração.

Não há uma regra específica para a música ambiente, mas o tom geral da música é sempre calmante para os ouvintes. Alguns tipos comuns de música ambiente incluem sons da natureza, música clássica, orquestra, lo-fi e downtempo.

As últimas duas podem ser mais desconhecidas para o leitor comum. Downtempo insere-se na música de transe concebida para promover uma sensação de relaxamento e tranquilidade. Lo-fi é conhecido pelas suas melodias mínimas e repetição, é ideal para estudar porque não há palavras e a música não excita muito o ouvinte.

 

Jogos e Atividades Lúdicas

Quando se fala de jogos e outras atividades com o mesmo propósito de diversão, sejam online ou com presença física, o objetivo da música que acompanha é exatamente o oposto do anterior. É muitas vezes usada para completar a animação ou atrair atenção para a mesma.

No caso do desenvolvimento de jogos, geralmente existem profissionais dedicados à composição de músicas ambiente exclusivas para cada título, destinadas a formar a “soundtrack” do jogo, sem ter de recorrer a músicas externas e sem se preocupar com direitos de autor.

Estas músicas muitas vezes são usadas como “barulho de fundo” nos menus, ou então em cenas cinematográficas, tentando acompanhar e complementar o clima do jogo, por exemplo, num jogo de terror ou numa situação perigosa, teríamos uma música mais acelerada e assustadora.

Porem, como mencionado anteriormente, a música também pode ser usada nos jogos como uma atração. Veja-se o caso das “slot machines”, estas máquinas geralmente tem um tema que tenta atrair o jogador – algumas das mais recentes, que inclusive aceitam pagamentos por mb way, são concebidas com temas centrados na música – cada slot machine procura atrair um grupo de jogadores diferente que se identifique com o tema musical. Pode conferir no casinorei.pt as casas de jogo em Portugal que já adotaram estas máquinas.

No entanto, isto não se verifica apenas com jogos online e digitais, uma vez que as salas de jogos físicos seguem os mesmos exemplos.

 

Meditação e Terapia

Várias vezes ouvimos artistas musicais contar a história de como a música os ajudou a lidar com a dor. Com a ajuda de alguma investigação científica, talvez isto possa ter, literalmente, um pouco de verdade.

Por exemplo, estudos recentes ligaram a percussão, a forma mais antiga e universal de fazer música, à redução da ansiedade, alívio da dor, melhoria do humor, e melhoria das capacidades de aprendizagem das crianças com autismo. Também, ouvir e tocar jazz, tem demonstrado em estudos poder promover a criatividade, melhorar as capacidades matemáticas e apoiar o bem-estar mental e emocional.

Por outro lado, aquele tipo de “música ambiente” mais característico e relaxante já é usado comumente em meditações, redução de stress e em vídeos de yoga.

A música tem ainda sido usada como terapia em vários outros problemas médicos específicos como:

Tratamento de insónia – Acredita-se que ouvir música clássica trata eficazmente a insónia. É uma alternativa barata aos medicamentos e sessões terapêuticas;

Hábitos de alimentação – Um estudo descobriu que tocar melodias suaves ao comer pode ajudá-lo a comer lentamente e a ficar cheio mais depressa sem ter de comer em demasia. Ao consumir menos comida em cada refeição, aumenta consideravelmente as probabilidades de perder peso;

Circulação sanguínea – Os médicos descobriram que as emoções que são despertadas nos pacientes devido à música ambiente podem melhorar o funcionamento dos vasos sanguíneos. O aumento do fluxo sanguíneo fez com que os participantes de uma investigação se sentissem mais felizes.

 

Exercício Físico e Desporto

Já se abordou a teoria de que a música ajuda no combate à dor, embora estivéssemos sob o prisma de uma dor psicológica e emocional. Mas, de facto, é um dado provado que a música pode, de forma psicológica, reduzir a intensidade dos sentidos de uma pessoa, no aspeto físico. Esta tática é utilizada para aliviar o desgaste após o exercício físico e aumentar a sua capacidade de recuperação. A música lenta tem um efeito mais elevado de relaxamento, e é também o tipo de música que ajuda no seu processo de recuperação física.

Os atletas estão constantemente à procura de formas de melhorar o seu desempenho. Muitos juram que ouvir música enquanto estão no ginásio ajuda a alcançar este objetivo.

As investigações demonstram que ouvir música durante o exercício pode reduzir a sua taxa de perceção de esforço em 12% e melhorar a sua resistência em 15%.

No entanto, vale a pena considerar o ritmo da música, uma vez que pesquisas recentes descobriram que abrandar o ritmo da música diminui o ritmo cardíaco do participante e a distância percorrida numa bicicleta, enquanto que acelerar o ritmo aumentava o ritmo cardíaco e a quilometragem.

Além disso, ouvir música distrai os atletas dos pensamentos negativos que podem consumir a mente e dificultar o desempenho. Pesquisas recentes provaram isto, mostrando que os jogadores de basquetebol que tinham tendência a atuar mal sob pressão converteram mais lançamentos livres quando tinham ouvido músicas otimistas de antemão, uma vez que isto os distraía da pressão de jogar em frente de uma multidão.

Ouvir música pode então encorajar os atletas a operar em piloto automático. Situações de alta pressão levam frequentemente a pensar demais, mas quando um atleta opera em piloto automático isso não ocorre e os movimentos são realizados naturalmente.

 

[Fonte de imagem de capa: foto por William Recinos em unsplash.com]

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