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O vídeo não matou a rádio (e a Internet também não)

O vídeo não matou a rádio (e a Internet também não)

 

Os anos 70 estavam a dar as últimas quando os Buggles lançaram o single Video Killed the Radio Star. A música que anunciava o fim da rádio e a ascensão da televisão foi um êxito, mas não podia estar mais longe de adivinhar aquilo que estaria por vir. Mais de 30 anos depois, não há dúvidas: afinal, a rádio está bem e recomenda-se.

Não acredita? Pois, de acordo com um estudo realizado pela Marktest, em Portugal existem, pelo menos, 1,7 milhões de pessoas que afirmam ouvir rádio através da Internet. Os números são a prova de que o meio de comunicação não morreu, mas, em vez disso, transformou-se. A aposta feita nos últimos anos é notória e os resultados são muito positivos.

A par destes dados, há outra coisa que não podemos deixar de referir, nomeadamente o aumento dos ouvintes que ouvem rádio online através do seu smartphone. Ao contrário do sistema de radiodifusão – que usa ondas hertezianas – a Internet tem a vantagem de manter o som intacto, sem alterações de localização ou áreas onde se ouve mais ruído do que música. Basta uma conexão à Internet para que possa facilmente sintonizar a sua emissora favorita.

Segundo um estudo realizado pela empresa Regus, também os picos de audiência sofreram alterações nos últimos anos. Aquele que é o prime time da rádio fixou-se nos períodos do início da manhã e fim da tarde, que no fundo são a altura em que as pessoas saem de casa ou voltam do trabalho.

Outras das vantagens do rádio na Internet está na possibilidade de permitir aos utilizadores definirem exatamente aquilo que eles próprios querem ouvir. Além do streaming da emissão em direto ou da gravação dos programas radiofónicos que podem ser descarregados diretamente, as rádios têm apostado na produção de outro tipo de conteúdos, como playlists personalizadas para dias especiais.

 

Rádio e Internet: a convergência dos media

Internet veio mudar radicalmente o papel do jornalista e do profissional de comunicação. Não basta saber escrever ou gravar sons, é necessário gravar vídeo, saber trabalhar com redes sociais ou ser ágil no manuseamento das muitas ferramentas da Internet. Estas exigências são impostas pelos órgãos de comunicação que deixaram de ser apenas publicações impressas, rádios ou televisões para se tornarem também num portal online.

Esta pequena grande diferença fez com que os órgãos se tivessem de adaptar a novas realidades e começassem a produzir novos conteúdos. Por esse motivo é que num website de uma rádio não encontramos apenas música ou programas radiofónicos: encontramos notícias em texto, vídeos, fotogalerias, infografias, entre muitos outros conteúdos.

Posto isto, dizemos seguramente que nem o vídeo nem a Internet mataram a rádio. Pelo contrário, os recursos trabalharam em conjunto e fizeram parte de uma grande mudança impulsionada pelas múltiplas funcionalidades do universo online.

 

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