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Lady Gaga: a Mãe da cultura Pop do Século XXI

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Lady Gaga: a Mãe da cultura Pop do Século XXI

 

Ao longo da última década, Lady Gaga tornou-se um dos ícones da cultura pop do século XXI, conquistando tal lugar não apenas através do seu talento musical, mas servindo-se também do seu estilo e personalidade para contar histórias tão simples que começam meramente com um vestido e podem ir até uma performance. Afinal de contas, quem não se lembra do icónico vestido feito de carne que Lady Gaga usou nos MTV Music Awards em 2010?

Símbolo feminista e de igualdade, ícone especialmente popular na comunidade LGBT+, Lady Gaga continua a arrasar, numa demanda constante por quebrar convenções e dizer o que outros não têm coragem de dizer. O seu álbum mais recente, Joanne – lançado em 2016 – leva-a agora num tour mundial.

Ao longo dos próximos parágrafos aproveitamos a passagem de Lady Gaga pela Europa e América Latina para conhecer um pouco mais sobre a vida da artista. Venha connosco nesta jornada, ao som de um dos singles mais conhecidos da artista.

Quem é Lady Gaga?

É a 28 de março de 1986 que nasce, em Yonkers, no Estado de Nova Iorque, Stefani Joanne Angelina Germanotta. Os fãs a sério da artista não só conhecem o seu nome verdadeiro, como a razão de ter escolhido o seu nome artístico. Para quem não sabe, Gaga é uma alusão à música “Radio Ga-Ga” dos Queen e, como veremos mais à frente, foi uma personagem original criada por Lady Gaga para uma peça de teatro que criou.

Mas retomemos agora à história da artista. Desde muito cedo que a jovem Joanne demonstrou interesse pela área da música: com apenas 4 anos de idade começou a tocar piano e a pensar num futuro que passasse pela música. Aos 11 anos, no entanto, deixou escapar uma incrível oportunidade na Juilliard School – onde tinha sido aceite – para frequentar uma escola privada e católica na cidade. Ainda assim, a música continuou a fazer parte dos seus planos de estudo, tendo composto a sua primeira música de piano aos 13 anos e feito a sua primeira apresentação em frente a uma audiência aos 14.

Alguns anos mais tarde, Gaga foi aceite na Escola de Artes da Tisch School da Universidade de Nova Iorque – uma turma que só abriu para 20 alunos. Aí, estudou música e trabalhou as suas habilidades de composição. Mais tarde, deixou a escola para encontrar inspiração criativa e tentar a sua sorte no mundo das artes performativas. Este não foi um período fácil, principalmente a nível financeiro: para fazer face a todas as despesas, conciliou três empregos – entre quais um deles como dançarina Go-go – e ia aproveitando os tempos livres para se dedicar à música e aperfeiçoar a sua arte.

A estreia profissional de Lady Gaga

Em 2005, Lady Gaga teve um contrato muito breve com a Def Jam Records, sendo descartada apenas alguns meses mais tarde. O facto de ter perdido o contrato motivou Lady Gaga a impulsionar-se enquanto artista e a procurar novos bares para atuações no centro de Nova York. É aí que começa a colaborar com algumas bandas e a pôr em teste a sua paixão pelo mundo da moda, encarando a sua carreira na música com mais seriedade.

Em 2007, com 20 anos, Gaga começou a trabalhar para a Interscope Records… mas não como artista. Enquanto compositora para outros artistas da editora, teve a oportunidade de compor para nomes como Britney Spears, New Kids on the Block e The Pussycat Dolls.

No entanto, foi por esta altura que o cantor de R&B, Akon, descobriu Lady Gaga durante a performance de um espectáculo de burlesco em que a artista participava e que tinha sido ela mesmo a compor: “Lady Gaga e a Starlight Revue” (fotografia abaixo). Impressionado com o talento da jovem Gaga, Akon assinou a artista na sua própria editora, a Kon Live, que fazia parte da Interscope.

Nesse mesmo ano e durante a maior parte de 2008, Gaga dedica-se à composição e gravação do seu primeiro álbum: The Fame. O álbum – que nos trouxe músicas como Paparazzi e Just Dance – recebeu críticas positivas e alcançou bastante sucesso nos Estados Unidos. Com a ajuda da sua própria equipe de criação, “Haus of Gaga”, a artista começa então a construir uma reputação que se estende além das fronteiras dos Estados Unidos.

 

A estreia do single Just Dance foi um sucesso tremendo para a artista, tornando-se rapidamente uma das músicas mais transmitidas nas rádios dos Estados Unidos, em 2008, e valendo-lhe uma nomeação para o Grammy de Melhor Música Dance. Mesmo que tenha perdido o prémio para os Daft Punk nesse ano, o simples facto de ter estado nomeada ajudou a catapultar a sua carreira.

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O segundo single do The Fame, a música Poker Face, conseguiu registar ainda mais sucesso. A canção liderou as tabelas de singles em quase todas as categorias de dezenas de países. Ambas as canções foram produzidas por Akon, que co-escreveu a maioria do álbum de Lady Gaga.

Mais tarde, em 2008, Lady Gaga faz a abertura do concerto dos New Kids, a banda com quem colabora também para gravar a música Big Girl Now. Imparável, e com uma carreira a registar sucesso crescente, Lady Gaga regressa em 2009 com o descendente de The Fame: o The Fame Monster. Com um estilo cada vez mais vincado, apresenta-nos neste seu novo trabalho novos singles que rapidamente se propagam por todo o mundo e alcançam lugares muito altos nas tabelas. Bad Romance, Telephone (com colaboração com Beyoncé) e Alejandro surgem todas neste ano.

Após uma pausa de dois anos, a artista volta a dar que falar com o álbum Born This Way, que é o seu maior sucesso até então e surpreende os fãs com um hino inspirador que convida à igualdade: Born This Way, a música que dá nome ao álbum, domina as tabelas musicais por todo o mundo. Músicas que conquistam semelhante sucesso com este álbum são You and I, Edge of Glory, Marry the Night e Judas.

Todavia, com o lançamento de Artpop, em 2013, as reações já não são tão positivas como as registadas com os trabalhos anteriores. Mesmo que o primeiro single tenha sido Applause, os aplausos que se seguiram com o trabalho ficaram aquém das expectativas. Por razões pessoais e profissionais, Lady Gaga anuncia por esta altura que se vai separar do seu agente.

Em 2014, lança um álbum de duetos de jazz com o cantor Tony Bennett, Cheek to Cheek, que mais tarde ganhou um Grammy de Melhor Álbum Vocal Tradicional Pop. Neste trabalho, onde se afasta definitivamente do registo pelo qual a conhecíamos, conseguem surpreender uma audiência que vai além do público mais jovem a que tinha dirigido nos trabalhos anteriores.

Gaga continuou a mostrar sua versatilidade e força como vocalista. Na cerimónia dos Óscares, em fevereiro de 2015, faz uma homenagem ao 50.º aniversário de The Sound of Music interpretando uma selecção de músicas. Mais tarde, nesse mesmo ano, aceita um papel na série televisiva American Horror Story: Hotel, ganhando um Globo de Ouro pela sua interpretação de A Condessa. Na cerimónia, completamente avassalada por emoções, percebemos que este é um ponto marcante da carreira de Lady Gaga: no discurso que faz ao subir ao palco confessa que receber o Globo de Ouro celebrava o primeiro sonho: ser atriz.

Em fevereiro de 2016, Gaga juntou-se ao guitarrista/produtor Nile Rodgers para prestar uma uma homenagem ao falecido David Bowie. Em homenagem a um de seus maiores heróis musicais, faz um curto medley e uma atuação emblemática onde usa a peruca vermelha de Bowie.

Uma vez mais regressa à cerimónia dos Óscares, mas desta vez como nomeada, para atuar em palco a música “Til It Happens to You”, que integrava o documentário The Hunting Ground. Nesta noite, acaba por ver o prémio cair nas mãos de outro artista, ainda que tenha roubado a noite com a sua incrível performance da música, acompanhada em palco por vítimas de violação e sobreviventes de tiroteios nos Estados Unidos.

Estamos então em outubro de 2016 quando lança o seu quinto álbum de estúdio: Joanne. Neste trabalho, que se aproxima um pouco mais do género country, Gaga faz uma homenagem às suas raízes familiares. Em entrevista à imprensa confirmou que o nome do álbum se baseava no seu próprio nome, mas também na sua tia, irmã do seu pai, que se chamava Joanne Germanotta e tinha morrido aos 19 anos com lúpus. A música homónima é uma dedicação a esta figura familiar que nunca conheceu.

Uma grande parte do ano de 2017 será dedicado ao Joanne World Tour que levará a artista numa viagem pelos palcos mais celebrados do mundo. Ainda que Lady Gaga não passe por Portugal em 2017, está confirmada a sua presença em Barcelona e no Rock in Rio Brasil!

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Comentários

  • Acho a Gaga uma artista simplesmente incrível. Eu vejo uma semelhança grande entre ela e a Madonna (ainda prefiro a Madonna). Qualquer pessoa que use Madonna como inspiração tem o poder de construir coisas boas. Creio que ela venha trazer boas mensagens para essa nova geração, assim como Madonna trouxe para a dela.

  • 17 abril, 2017

    Revolução da música no século XXI o POP vive.

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