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Ed Sheeran: uma equação que começa a somar e se vai multiplicando

Ed Sheeran: uma equação que começa a somar e se vai multiplicando

 

Com uma imagem de marca muito própria – o cabelo ruivo e as tatuagens coloridas que lhe cobrem os braços – Ed Sheeran tem tomado o mundo da música de arraso, brindando-nos com hits musicais como Thinking Out Loud, Photograph e, claro, I See Fire, que integrou a banda sonora do segundo filme da trilogia The Hobbit. Com menos de trinta anos, orgulha-se de apresentar já um currículo musical bastante completo e versátil, que promete continuar a crescer nas próximas décadas.

No entanto, quem é Ed Sheeran e de onde deriva todo o seu sucesso? Com uma popularidade crescente a nível internacional, especialmente desde 2012 – quando colaborou com Taylor Swift no quarto álbum da artista –, o jovem cantor britânico começa a arrecadar prémios e a captar a atenção de grandes produtores da indústria musical. Nesse ano, o reconhecimento do seu trabalho chega logo quando música “The A Team” é nomeada para Música do Ano nos Grammys.

Em 2015 leva então para casa alguns prémios pelo seu segundo álbum, mais precisamente dois Grammys – por Música do Ano e Melhor Performance a Solo de Música Pop – e ainda um Ivor Novello Award na categoria de Melhor Compositor do Ano. Com o lançamento recente do seu terceiro álbum de estúdio, e uma nova tour em vista, decidimos percorrer a história de Ed Sheeran, de forma a percebermos as suas origens e a sua influência na actualidade da música.

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Ed Sheeran: o sonho, a aventura e o sucesso

Estamos no dia 17 de fevereiro de 1991 em Halifax, no coração de Yorkshire, no Reino Unido, quando nasce o jovem rapaz que viria a ser conhecido como Ed Sheeran. Batizado com o nome Edward Christopher Sheeran, o artista demonstrou desde cedo um interesse para o mundo da música, interesse esse que se tornou ainda mais aguçado quando começou a tocar guitarra talentosamente.

Aos 11 anos, um encontro único com um artista e compositor vem confirmar a sua intenção de seguir uma carreira musical. Após um concerto de Damien Rice, Ed Sheeran teve a oportunidade de ir aos bastidores e de conhecer pessoalmente o artista que tanto admirava. A partir desse momento começou a agarrar-se à guitarra com renovada motivação mas também ao bloco de papel. Damien Rice tinha-lhe dado um conselho, quase como se se tratasse de um segredo para um sucesso: Sheeran devia compor as suas próprias músicas, ou pelo menos tentar.

E Ed Sheeran assim o fez. Não muito depois, com o incentivo da família, começava a gravar as suas canções originais e a vendê-las, editando rapidamente o seu primeiro EP oficial a que deu o nome de The Orange Room. Enquanto ia conquistando reconhecimento e aplausos entre a comunidade local, assim como a família e amigos, Ed Sheeran tinha no entanto a ambição de chegar a audiências maiores. Movido pelos seus sonhos, e disposto a partir numa aventura, deixa Halifax durante as férias de verão, em 2006, para se mudar para Londres e tentar a sua sorte aí.

Esta jogada arriscada, que podia não ter corrido muito bem a Ed Sheeran, foi de facto o grande momento que lançou a sua carreira. Com apenas 14 anos, consegue não só alguns concertos em Londres como a oportunidade de prologar a sua estadia pela capital. Desistindo da escola, passa a agarrar todas as oportunidades que lhe surgem para trabalhar como músico, dormindo em sofás na casa de amigos.

Ed Sheeran: de Londres a Los Angeles

Em 2006 lança um álbum homónimo e em 2007 lança um segundo a que dá o nome de Want Some?. Por esta altura, dividindo o seu tempo entre os estúdios e os palcos, começou a ganhar reputação suficiente para abrir concertos de artistas conhecidos como Nizlopi, the Noisettes e Jay Sean. A um ritmo que não prometia abrandar, o artista dá mais de 300 concertos ao vivo apenas em 2009.

Mas não foi até 2010 que Ed Sheeran deu o próximo grande salto na sua carreira. Como? Através da Internet. Tudo se deveu graças a um vídeo que o artista britânico publicou no YouTube que rapidamente chegou ao rapper Example que, impressionado com o talento de Sheeran, lhe faz um convite irrecusável: acompanhá-lo na sua tour, abrindo os seus concertos. Ao aceitar este convite consegue chegar a novas audiências e construir uma  maior base de fãs.

 

No início de 2010, no entanto, Sheeran passou por alguns tempos difíceis no Reino Unido. Após quatro anos a viver no panorama musical britânico, queria alcançar ainda mais. De forma espontânea, decide por isso fazer outra jogada de risco: desta vez troca Londres por Los Angeles, para ver o que acontecia se passasse aí um mês. E não é que, uma vez mais, a sorte o recompensou? Na sequência de um concerto em Los Angeles, foi convidado para atuar no programa de rádio do produtor e artista Jamie Foxx.

Impressionado com o talento de Sheeran, Jamie Foxx mostrou-se decidido em conduzir o britânico ao sucesso que lhe era merecido, oferecendo-lhe tempo de estúdio grátis para que pudesse trabalhar livremente na sua música. Sheeran não só aceita a oferta como faz bom uso dela, gravando músicas e outro EP, o seu último trabalho enquanto artista independente.

O lançamento deste trabalho foi quase um teste para perceber o nível da sua popularidade já que, sem qualquer promoção e divulgação, o EP chega à segunda posição no iTunes, provando a força da sua base de fãs. Isso era também extremamente importante para as editoras musicais interessadas em assinar com Ed Sheeran. No mesmo mês em que o novo trabalho de Sheeran é assinado, o artista assina contrato com a Atlantic Records.

Tratando-se um marco importante na carreira de Ed Sheeran, o artista não perde um momento e começa a trabalhar com a equipa de produtores da Atlantic para gravar o seu álbum de estreia, designado como + (Plus). O trabalho alcançou sucesso imediato no Reino Unido, vendendo mais de um milhão de cópias nos primeiros seis meses. É aqui que nos chegam algumas músicas compostas pelo próprio artista, como Lego House, The A Team e Drunk.

O sucesso que se segue para a carreira de Sheeran acontece com a música I See Fire, que surge no final do filme The Hobbit: The Desolation of Smaug. Entretanto, em junho de 2014, segue-se o lançamento do segundo álbum de estúdio do artista, desta vez intitulado com outro sinal matemático, x (Multiply), que estreia como número 1 nas tabelas britânicas e norte-americanas. Os singles que marcam este novo trabalho são Don’t, Photograph e Thinking Out Loud. Esta última música vale a Sheeran os dois Grammys que mencionamos na abertura deste artigo.

Após o lançamento deste segundo álbum e a tour para a apresentação das novas músicas, Sheeran faz uma pausa durante um ano para se dedicar de novo à produção de novas músicas.

É assim que ganha forma o seu terceiro álbum que, seguindo a tradição dos anteriores, se chama ÷ (Divide).

Os singles Shape of You e Castle on the Hill, lançados em janeiro de 2017, não demoraram muito a chegar aos primeiros lugares da Billboard Hot 100. Para já, não se sabe ainda muito detalhes acerca do sucesso do álbum, mas os números prometem ser animadores. No dia em que o terceiro álbum foi lançado, foi quebrado um recorde do Spotify quando foram feitas mais de 56.7 milhões de audições em 24 horas.

 

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Comentários

  • Vitória
    17 março, 2017

    Adorei o post! Muito bem escrito e interessante! Ed Sheeran maravilhoso <3
    Eu tenho uma página no facebook chama Música Lovers, totalmente novinha sobre música!
    Se alguém estiver interessado em curtir, eu agradeço <3

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