Alfred Wertheimer: o fotógrafo por detrás da lenda
Elvis Presley tinha 21 anos e viveria outros 21 quando a sua vida se cruzou com a de Alfred Wertheimer. Por muito estranho que pareça, as vidas do cantor norte-americano e do fotógrafo alemão nunca mais voltariam a ser as mesmas. Para Elvis Presley, veio a fama e a imortalidade. Para o fotógrafo, foi uma oportunidade inédita que lhe permitiu criar um portefólio gigantesco e que lhe abriu portas para uma carreira fantástica.Ao longo de sete dias, em Março, Junho e Julho de 1956, Alfred Wertheimer apanhou fragmentos de uma longa história. Sempre omnipresente com a sua câmara, fotografou momentos públicos, como o concerto de sala cheia em Richmond e o íntimo beijo trocado com uma fã, no café do Jefferson Hotel.Como uma imagem vale mais do que mil palavras, apresentamos agora algumas das mais emblemáticas fotografias capturadas por Alfred Wertheimer a Elvis Presley e contamos a história de cada uma.
Fotografia 1 – Às 4 e meio da tarde, Elvis Presley apanha um táxi para o Mosque Theater, em Richmond. Antes de subir para o palco, Elvis visita a casa de banho dos homens e a câmara de Alfred Wertheimer também. Em aproximadamente cinco minutos, dedica-se apenas à popa e à brilhantina.
Fotografia 2 – Russwood Park, Memphis, Julho de 1956. Elvis no seu momento Starbust, como definiria Alfred Wertheimer.
Fotografia 3 – Um Elvis Presley desgrenhado e sem a sua popa, num contexto mais familiar, enquanto ouve descontraidamente um disco de acetato com as gravações de Hound Dog e Don’t be cruel. Ao seu lado, Barbara Hearn, a sua namorada da altura.
Fotografia 4 – Elvis na sua Harley Davidson, pronto para arrancar. No mesmo dia (4 de julho de 1956) atuaria para 14 mil fãs num concerto de beneficência em Memphis.
Fotografia 5 – A célebre fotografia do beijo, em que Elvis Presley beija uma fã, foi também apanhada pela câmara de Alfred Wertheimer e é provavelmente o seu trabalho mais conhecido.Após a sua colaboração com Elvis Presley, Alfred Wertheimer trabalhou como cineasta para a Britain’s Granada Television, como cameraman para o documentário Woodstock de Michael Wadleigh e ainda numa loja de aluguer de filmes. As quase 4 mil fotografias retiradas a Elvis ficaram guardadas numa caixa – pelo menos aquelas que não tinham sido usadas. Só mais tarde é que voltaram a ver a luz do dia, chegando sob a forma de livros e em galerias de arte, numa altura em que Elvis já era imortal mas já não estava entre nós. 
