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Varal Estrela: banda brasileira vai do indie à MPB em novo trabalho

Varal Estrela: banda brasileira vai do indie à MPB em novo trabalho

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No ano passado, apresentamos para vocês aqui no Mundo de Músicas a Supernós, banda de Itapeva-SP que terminou precocemente após o lançamento do seu single de estreia. Poucos meses depois, três integrantes do grupo – Rodolfo Braga (guitarra), Lucas Silva (guitarra) e Thalles Macedo (baixo) – reuniram-se e convidaram a vocalista Thaís Rolim para formar um novo projeto: a Varal Estrela.

O primeiro single da banda, “Maria”, foi lançado em março e teve grande repercussão nos veículos de música independente do país. Apostando novamente no formato, o grupo – que mistura estilos como MPB, rock clássico e indie – retorna agora com a faixa “Primeira Canção De Amor”, que aborda o tema através da perspectiva da liberdade.

“Pro amor acontecer não é preciso que as pessoas envolvidas andem exatamente no mesmo caminho, juntas o tempo inteiro. Esse caminho pode ser em paralelo, até que, no momento certo, eles se cruzem em um só. Quando se há uma base sólida, um porto seguro, não é preciso ter medo da perda, o medo de se entregar”, conta a vocalista.

A música foi gravada no Gersom Studio e masterizada por João Antunes. O single veio acompanhado de um lyric video produzido pela Simbiose, que pode ser conferido logo abaixo. Aproveitamos a ocasião para trocar uma ideia com os músicos e saber mais sobre o novo trabalho e futuro da Varal da Estrela. Confira a conversa na íntegra!

 

 

Leia a entrevista completa com a banda brasileira Varal Estrela

 

Mundo de Músicas (MM): Recentemente a Varal Estrela lançou o single “Maria” e agora, pouco tempo depois, retorna com “Primeira Canção de Amor”. Por que vocês têm preferido trabalhar com essa dinâmica dos singles – e não, por exemplo, um EP?  

Varal Estrela (VE): Mesmo que nós já tenhamos tocado em outras bandas, a identidade da Varal só será assimilada pelo público através do nosso trabalho de agora. Por isso estamos tendo todo cuidado, para que possamos construí-la de forma mais natural. Ao lançar um disco ou EP nesse momento estaríamos impondo um estilo/estética que estarão mais maduros ao final do ano. Acreditamos que o lançamento de singles consolidará esse processo.

 

MM: Falem um pouco sobre o conceito por detrás da letra “Primeira Canção de Amor”.  

VE: Não é fácil falar de amor, principalmente porque ainda temos enraizada aquela coisa do amor romântico, super idealizado, que na vida real é diferente do que vemos em filmes e novelas. Acho que por isso eu demorei pra fazer uma música que falasse sobre isso. Esta música traz muito a forma com que eu passei a entender o amor, por experiência própria como também por observar as pessoas ao meu redor. Hoje, pra mim, amor e liberdade são coisas que andam juntas. Pro amor acontecer não é preciso que as pessoas envolvidas andem exatamente no mesmo caminho, juntas o tempo inteiro. Esse caminho pode ser em paralelo, até que, no momento certo, eles se cruzem em um só. Quando se há uma base sólida, um porto seguro, não é preciso ter medo da perda, o medo de se entregar. A música vai nesse sentido de que amar é entender que o outro tem seus sonhos, tem seu caminho, e isso não impede esse sentimento de acontecer, principalmente quando se há maturidade e respeito.

 

MM: E sobre o lyric video, como foi o processo de criação?

VE: O lyric foi feito em parceria com o pessoal da Simbiose. Nós queríamos algo que passasse o conceito que há por detrás da letra da música. Esse amor vivido de forma intensa e leve ao mesmo tempo. Você poder voar, sabendo sempre que tem pra onde voltar.

 

MM: Falem sobre o processo de composição da faixa. Como foi gravá-la e como trabalharam na estrutura da música.  

VE: Essa música é da Thaís. Ela nos enviou um áudio, cantando a melodia a capela, sem qualquer acompanhamento de instrumento e partir daí fomos montando, rodando lâmpada e estruturando tudo. Nessa música ainda, além da participação do Felipe Carvalho, responsável pelas baterias da Varal, contamos também com a participação do percussionista Gilliard Machado. As gravações seguiram basicamente o mesmo esquema da primeira canção. Foi feita no Gersom Studio pelo Gérson Santos e, posteriormente, mixada e masterizada pelo João Antunes.

 

 

MM: A Varal Estrela é uma banda que apesar do pouco tempo de estrada trabalha muito bem suas redes sociais, com atualizações diárias e conteúdos exclusivos. Como vocês fazem para coordenar e conciliar esse trabalho, alguém é responsável diretamente por produção de conteúdo?  

VE: Acreditamos que estar presente e atuante nas redes sociais é imprescindível nos dias de hoje. É a maneira que nos permite estarmos próximos ao nosso público, que sempre nos trata com muito carinho. Este mesmo público participa de várias decisões, nos enviando opiniões sobre determinados temas. Esse feedback é muito importante para nós. Quanto à criação de conteúdo, além do material gerado de forma natural por shows, entrevistas e coisas do gênero, nos reunimos sempre para um balanço. Discutimos o caminho que estamos seguindo e nesse mesmo momento fazemos um brainstorm para gerar conteúdos específicos.

 

MM: Que bandas do cenário brasileiro vocês têm acompanhado e consideram inspiração pra vocês de alguma forma?

VE: Essas perguntas são sempre muito difíceis. Nós ouvimos e nos inspiramos com muita coisa e pode ser injusto deixar alguém de fora. O Terno, Criolo, Francisco El Hombre, Sinara, Selvagens a Procura de Lei, BaianaSystem, são artistas que temos ouvido e nos inspirado bastante. Fazendo um link ainda com a pergunta anterior, a maneira como o Supercombo trabalha com seu público nas redes sociais e internet é inspiradora também.

 

MM: Qual os próximos passos da banda, pretendem continuar trabalhando com o lançamento de singles? 

VE: A ideia por ora é trabalhar com singles até o fim do ano. Posteriormente reuniremos esses sigles todos em um disco que ainda contará com mais algumas faixas inéditas.

 

Sobre a Varal Estrela

A banda itapevense Varal Estrela surgiu em 2018 e conta com experientes músicos que atuam ou já atuaram juntos em outros projetos, como Supernós e Pink Big Balls. Entre as influências do grupo estão The Beatles, Clube da Esquina, Gal Costa, Rita Lee, Gilberto Gil, Ben Jor e Mutantes. Da música atual brasileira, o grupo cita ainda referências como O Terno, Criolo, Francisco El Hombre, Sinara, Selvagens à Procura de Lei, BaianaSystem e Supercombo.

O single de estreia da banda, “Maria”, também foi lançado recentemente e ganhou destaque em diversos veículos especializados em música. Confira!

 

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Fotos gentilmente cedidas por Gabriela Macedo

 

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