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Funk e Trap ganham protagonismo nas Olimpíadas e embalam Mundo do Desporto no Brasil

Funk e Trap ganham protagonismo nas Olimpíadas e embalam Mundo do Desporto no Brasil

by Gonçalo Sousa

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A apresentação da atleta Rebeca Andrade nas Olimpíadas de Tóquio viralizou na internet, e não apenas pela conquista da medalha de prata na disputa do solo, mas também pela música que embalou a apresentação. A jovem de 22 anos escolheu o funk Baile de Favela, do MC João, e colocou o estilo no centro das atenções.

Entretanto, ela não foi a única que envolveu música popular com o torneio desportivo. O também medalhista Alison dos Santos, atleta dos 400 m com barreiras, é fã de trap e mostrou ao mundo as músicas do rapper Kyan.

Os dois atletas olímpicos fizeram o funk e o trap ganharem ainda mais evidência no cenário musical brasileiro, e ainda conseguiram integrar os dois estilos ao mundo desportivo. Afinal, as músicas populares sempre fizeram parte da rotina do Brasil, mas nunca marcaram presença nas Olimpíadas.

O efeito foi imediato, principalmente para a música composta do MC João, e que fez sucesso ainda em 2015, quando foi lançada oficialmente.

Segundo reportagem do jornal O Globo, logo após a apresentação de Rebeca Andrade, a música Baile de Favela teve um aumento de 40% de audiência no Spotify. O curioso é que o funk acompanha a atleta desde o Pan-Americano, ainda antes das Olimpíadas, mas só causou um maior impacto na apresentação em Tóquio.

De acordo com a própria atleta, a ideia de utilizar a música veio como uma oportunidade para mostrar um pouco mais da cultura musical brasileira. Se antes o samba e a bossa nova eram referências, agora é impossível deixar o funk de fora.

Na prova dos 400 m com barreiras não existe nenhuma apresentação musical, mas isso não impediu do brasileiro Alison dos Santos de exaltar o trap durante a competição olímpica. Logo após levar a inédita medalha de prata, o paulista de 21 anos falou da importância do estilo na preparação para a corrida.

Ele afirmou que a música O Menino que Virou Deus, do rapper Kyan, foi a trilha sonora que o acalmou para a disputa mais importante da carreira.

O trap nos desportos

Aliás, como mostra a reportagem da Betway, site de eSports bets, o trap é um dos estilos musicais que mais ganhou espaço no Brasil nestes últimos anos. Desde 2016, o crescimento anual do estilo no Spotify foi de 61%, com 1 milhão de músicas ouvidas todos os meses pelos fãs.

Alguns grandes sucessos, como a música Plaqtudum, do grupo Recayd Mob, possui mais de 130 milhões de visualizações no YouTube. Um sucesso absoluto do maior coletivo de trap do país.

A aproximação com o desporto também cresceu nestes últimos anos, principalmente entre os jovens do universo dos eSports, nome dado às competições oficiais de jogos eletrônicos.

Desde 2017, o trap começou a embalar o ritmo de alguns torneios, jogadores e eventos no Brasil. A temática ganhou força entre os músicos do trap, e gerou bastante audiência nas redes sociais e também nas plataformas de streaming.

Vários artistas que usam a temática para criar músicas aparecem entre os trappers mais escutados do Brasil. Como mostra o levantamento do site de apostas em eSports da Betway, nomes como Duzz, Guxta e Pedro Qualy surgem como expoentes do estilo e também da união entre os jogos eletrônicos e o trap. Uma combinação que agora também vai ganhar força em desportos tradicionais, principalmente no atletismo brasileiro.

Funk cada vez mais popular

Enquanto o trap começa a ganhar espaço na vida dos brasileiros, o funk parece se consolidar ainda mais no país. O sucesso durante as Olimpíadas é só um retrato do momento que estamos vivendo, pois nomes como Anitta, Ludmilla e MC Kevinho são artistas de sucesso até mesmo no exterior. No Spotify, por exemplo, as músicas da Anitta são ouvidas por cerca de 18 milhões de pessoas todos os meses.

Isso significa que o funk é um dos estilos mais populares do momento, e a atleta Rebeca Andrade vai potencializar ainda mais a presença da música no resto do mundo. Afinal, enquanto a música clássica e eletrônica dominavam as apresentações de outros países, o Brasil mostrava que o funk tem muito espaço na ginástica olímpica.

O desporto é uma das maiores paixões do brasileiro, assim como a música. Unir esses dois é mostrar o que existe de melhor na nossa cultura, principalmente com o funk e o trap. Os dois estilos populares falam muito do estilo de vida que a maioria dos brasileiros tem por aqui. 

Fonte da imagem de capa: Unsplash

 

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