O impacto do Spark nas áreas rurais do Quénia
Apesar de esta poder parecer uma conclusão lógica, a verdade é que Sudha Ketherpal não sabia exatamente qual seriam as reações ao Spark junto dos que vivem nas zonas rurais. Foi por isso que resolveu testar. Juntamente com uma pequena equipa, viajou para a zona oeste do Quénia para distribuir o Spark.Embora continue a ser um país pobre, o Quénia tem evoluído bastante graças ao desenvolvimento das telecomunicações e à introdução dos telemóveis – agora usados para aceder a serviços que até então não estavam disponíveis. Apesar dos muitos utilizadores deste tipo de aparelhos, cerca de 72% da população queniana ainda não tem acesso à rede elétrica. Os restantes 28%, que teoricamente conseguiram usar facilmente a energia, queixam-se de que a rede não funciona como devia.Para quem não sabe, a zona oeste do Quénia é muito chuvosa, por isso é comum que por volta das 16 horas já seja noite. A ausência de luz faz com que o horário escolar seja afetado: tarefas simples como fazer o trabalho de casa ou estudar podem ser verdadeiramente difíceis. Posto isto, se considerarmos a educação como um dos pilares da economia, é fácil perceber a dimensão deste problema.Aprender a trabalhar com o Spark
Os Educational Assembly Kits servem para cumprir o objetivo educacional do Spark. A ideia é que estes kits sejam distribuídos pelas escolas e cabe ao professor ensinar as crianças como montar o seu próprio instrumento de precursão.
Por outras palavras, não basta entregar o objeto em mãos, é preciso cultivar a curiosidade: o Spark pode mesmo ser introduzido nas aulas de música, passar para as aulas de ciências quando falamos do ambiente e ser montado numa aula de engenharia ou trabalhos manuais.Mas como será que este curioso objeto funciona? De forma simples, o shaker de precursão possui é composto por um íman e uma bateria recarregável.Quando abanamos, o íman passa por uma espécie de bobina de cobre. O movimento é depois convertido em eletricidade que será armazenada no interior da bateria.De 2015 a 2018, os Educational Assembly Kits vão ser testados nas escolas do Reino Unido. Posteriormente, mediante os resultados obtidos, serão melhorados e enviados para outros países.
