Com álbum novo na bagagem, os ingleses Toy passaram pelo Porto e, uma vez mais, não defraudaram. Happy in the Hollow é o nome do mais recente longa-duração da banda, o quarto da carreira iniciada em 2010, e os seus temas foram a base do embalo em constante tensão que foi a noite na Sala 2 da Casa da Música.
A música dos Toy é, de facto, um permanente embalo que a espaços liberta expressões de felicidade interior imensa, como quem respira após longo e profundo mergulho…

A razão da visita à Invicta e a Portugal (houve depois concerto em Lisboa) foi a apresentação do quarto álbum da banda e foi com Jolt awake, dali tirado, que o embalo começou. Faz parte da coisa, este embalo promovido pelas guitarras e pela vocalização, um embalo em constante tensão que, de quando em quando, neste ou naquele tema, explode, preenchendo com felicidade certos vazios que cada um que os ouve comporta.
🎧 OUVE TODA A NOITE HMMM HMMM AQUI! 🎧
Amazon Music · Apple Music · Spotify · YouTube.
Nota: ao utilizar estes links, o Mundo de Músicas pode receber uma pequena comissão, sem custo adicional.
Apesar do concerto ter como mote Happy in the Hollow, o quinteto passou por toda a sua história e, depois da introdução, veio I’m still believing, saído de Clear Shot, álbum de 2016.

A massa humana que assistia, e que não era assim tanta, estava a ser conduzida para onde os Toy queriam e as circunstâncias propiciavam a que a coisa seguisse o rumo intimista, tendo no horizonte a felicidade.
Regresso ao novo disco e o embalo entrou em velocidade escaldante, que é como quem diz em velocidade cruzeiro!
Sequence one e Mistake a stranger espoletaram a tensão (latente, mas sempre presente) para se seguir nova visita ao passado. Fall out of love foi a primeira visita a Join the Dots, álbum de 2013, e que, mais à frente, teria complemento com o tema que empresta o nome ao álbum, em mais um momento de expressão de felicidade.
Novo mergulho em Happy in the Hollow, com Tom Dougall (guitarra e voz), Dominic O’Dair (guitarra), Maxim Barron (baixo e voz), Charlie Salvidge (bateria) e Max Oscarnold (teclados) a oferecerem um bloco de quatro temas dos novos: Move through the dark, You make me forget myself, Motoring e The Willo.
Momento para percepcionar melhor a sonoridade do novo trabalho, ou seja, embalo em tensão, com melodias simples, mas eficazes, que conduzem o ouvinte por paisagens coloridas em que não há espaços em branco, porque esses foram pintados com felicidade.
Seguiu-se aquele que, talvez, tenha sido o momento da noite para este vosso devoto escriba: Last warmth of the day. Está lá o embalo, está lá a tensão, está lá a beleza da guitarra. Ora a puxar para baixo, ora a puxar para cima, o ouvinte perde-se no colorido psicadélico da sonoridade.
Escondidos na sombra das luzes de colorido psicadélico e nas guedelhas fazendo lembrar outros tempos (que sempre voltam de alguma forma), o quinteto expressava-se de forma exímia, deliciando o público, que, diga-se, não era assim tanto como isso.
Depois de Mechanism e de Dead and gone, este do álbum epónimo e de estreia (2012), os Toy libertaram e atiraram-se com toda a Energy ao fim do concerto. A energia que faltava para libertar toda a tensão acumulada e que todos, público e banda, aproveitaram ao máximo.

De regresso ao palco para mais uma, a banda foi ao ao fundo do baú buscar o fim do concerto. Left myself behind (primeiro single editado em 2011) fechou uma noite em que o som nem sempre teve a qualidade que se espera nestas coisas e nestes sítios, mas em que a música compensou… e muito.
Inexplicável, ou talvez não (isso é assunto para outros escritos), o pouco público presente. A banda e a sua música mereciam, e merecem, mais calor humano.
Mesmo assim, o rock aconteceu e, apesar do calor, esteve-se muito bem na Casa da Música a ouvir estes Toy que, passo a passo, confirmam o calibre que demonstraram logo ao primeiro disco.
CONFIRA MAIS CONCERTOS NESTA PÁGINA DE COMPRA DE INGRESSOS









