
Storm Thorgerson faleceu em abril de 2013, mas continua a dar nome a um estúdio de design. Para a história, ficaram capas tão icónicas como a de The Dark Side of the Moon e um percurso profissional muito ligado aos Pink Floyd. Neste artigo, voltamos atrás no tempo para explorar o homem que fez a banda e vice-versa.Tudo terá começado nos tempos de escola. Não sendo muito próximo nem de Roger Waters nem de Syd Barrett, Thorgerson cruzou-se várias vezes com ambos. Com o primeiro, partilhou o relvado nos tempos em que ainda era criança e jogava râguebi e críquete; as mães de ambos conheciam-se e inclusivamente eram amigas.No que diz respeito a Barrett, Storm Thorgerson afirmou que nunca foram chegados, mas o facto de terem amigos em comum fez com que se encontrassem várias vezes nos tempos da faculdade, em Cambridge. Foi precisamente aí que Thorgerson estudou televisão e cinema, áreas de que abdicaria para se dedicar em exclusivo ao design e à fotografia.A incursão pelas capas dos discos começou quando os Pink Floyd ainda não eram “os” Pink Floyd (com toda a carga icónica que o nome da banda atualmente representa). Na altura em que estava a trabalhar no seu segundo disco A Saucerful Of Secrets, o grupo decidiu convidar David Henderson para ilustrar o novo trabalho. Perante a resposta negativa do pintor, Storm Thorgerson, que escutava atrás da porta, ofereceu-se para tratar do assunto.“Na altura, eu andava na escola de cinema e tirava algumas fotografias. Não sabia no que me estava a meter”, disse mais tarde em entrevista, salientando a informalidade com que o negócio tinha sido fechado. Não tendo experiência, Storm Thorgerson pediu ajuda a Aubrey Powell (Po), que mais tarde se viria a tornar seu sócio e parceiro na agência de design, Hipgnosis.O nome escolhido para agência não podia ser mais revelador do trabalho de ambos. Com uma vertente surrealista forte, as capas transportam para um universo paralelo onde a imagem e a música se fundem num só.Quando questionado sobre se Storm Thorgerson se teria tornado artista se não fossem os Pink Floyd, respondeu: “Se não tivesse conhecido os Floyd, provavelmente teria feito outra coisa, quem sabe melhor. Às vezes os Floyd dizem-me: “deves a tua carreira a nós tanto quanto nós devemos a nossa a ti… ou mais!” Eu interrogo-me sobre isso, e as outras pessoas também, mas pensar nisso não serve de nada”.

Bom dia. Muito interessante o artigo, tenho feito pesquisas sobre a agência Hipgnosis e neste artigo encontrei informações ainda não alcançadas nas minhas pesquisas. Posso saber quais são as referências bibliográficas que você usou? Grato