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Vodafone Paredes de Coura 2018 (dia 2): As luzes, o mistério e a piscina

Vodafone Paredes de Coura 2018 (dia 2): As luzes, o mistério e a piscina

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É conhecido o mistério do barulho das luzes, algo que intriga muitas almas inquietas e, que seja conhecido, ainda indecifrado. Ontem, no segundo dia do Vodafone Paredes de Coura o mistério não era tão complicado, até porque se tratava apenas de um mistério que metia luzes.

The Mistery Lights, que mais tarde actuariam no recinto do festival, foram os eleitos para tocar na Vodafone Music Sessions o dia, os tais concertos secretos que decorrem em espaços diferentes e diferenciados, em que alguns sortudos dentre os festivaleiros são escolhidos para assistir.

Bem, ontem, a pool party, algures numa casa particular em Mozelos, lugar vizinho de Paredes de Coura, onde a piscina foi também o centro das atenções, foi um must.

 

 

Os escolhidos puderam banhar-se ao som de um rock com sabor a anos 60 e de forte pendor enérgico, pelo que mergulhar nas águas tépidas da piscina era uma bênção face ao Sol abrasador. Como cenário, um verde de perder de vista, com as copas das árvores a definirem não só a linha do horizonte como o contorno do relevo.

A actuação, de pouco mais de meia-hora, dos The Mistery Lights foi, provavelmente, o momento mais delicioso do segundo dia de música em Coura.

E se o arranque da tarde foi um momento de luz, com os australianos a mostrarem, num sítio idílico, que não há mistério nenhum, já no recinto as coisas foram diferentes.

 

 

Já a iniciar a jornada um pouco tarde, a escolha recaiu sobre os Shame, enquanto, no Palco Vodafone.fm, os The Mistery Lights se mostravam, agora, à multidão.

Os ingleses levaram até às margens do rio Coura um punk-rock a fazer lembrar outros tempos, sem cheirar a mofo. Energia forte, interacção natural e muito fácil com um vasto público… que adorou.

Depois, bem depois veio The Legendary Tigerman e o seu rock’n’roll. De branco vestido da cabeça aos pés, Paulo Furtado libertou a guitarra e o rock tomou conta de Coura. E libertou-a de tal maneira que no fim do concerto a mandou para o público.

 

 

 

Actuação em crescendo, grandes músicos em palco e o rock a espalhar-se pelo anfiteatro natural onde milhares de pessoas vibravam, dançavam, curtiam a liberdade que a música oferece.

Surma, no Vodafone.fm, e Fleet Foxes, no Palco Vodafone, foram erros de casting, quanto mais não seja pelo horário a que tocaram.

A portuguesa Surma até tem um som muito agradável, mas, e apesar dos muitos fãs presentes na plateia, não era bem aquilo, nem àquela hora, que fazia falta. Entretanto, arrancava do outro lado o concerto dos Fleet Foxes. Desculpem-me, mas são uns chatos.

 

A noite acabou por ser salva pelos Jungle e a sua piscadela de olho à dança. A boa onda entrou de mansinho, nada que fizesse lembrar uma selva, e os milhares de espíritos presentes transformaram o anfiteatro natural de Coura numa pista de dança e de são convívio.

Sonoridade doce e muito bem tocada, cantada por vozes maviosas que encantaram quem ouvia. Música negra feita por dois brancos ingleses cujo resultado é uma soul de elevado requinte. Muito bom, em especial para fecho de uma noite atípica nas margens do rio Coura.

O sinal para debandar foi dado pelos Confidence Man, que por não ser de grande confiança levou este vosso escriba até ao vale dos lençóis.

 

Fotos: Sofia Salgado Mota e Hugo Lima

 

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