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The Strokes: os rapazes que vieram salvar o rock and roll

The Strokes: os rapazes que vieram salvar o rock and roll

 

Os The Strokes prometem agitar os palcos brasileiros em 2017, com presença já confirmada para a próxima edição do Lollapalooza que acontece nos dias 25 e 26 de março no Autódromo de Lagos, em São Paulo. Com um rock inconfundível, a banda norte-americana promete honrar os fãs com alguns dos êxitos mais recentes do álbum Comedown Machine, o trabalho que se dedica a sonoridades mais próximas do new age, seguindo os ritmos Indie tão em voga.

No entanto, muito mais poderá esperar deste concerto. Quem por aqui não gostava de abanar a cabeça ao som de clássicos como Reptilia, do álbum Room on Fire, com a sua sonoridade mais acelerada? Ou ainda o grande hino You Only Live Once, que encontramos no terceiro álbum da banda?

Com um estilo influenciado sobretudo por bandas como Velvet Underground, Television, Buzzcocks, Pearl Jam, The Beatles e principalmente Ramones, os The Strokes prometem dar aos fãs aquilo que esperavam há anos: uma noite memorável.

Neste post, em modo de preparação para o concerto que aí se aproxima, decidimos mergulhar no passado para resgatar alguns detalhes sobre a história da banda.

The Strokes: os salvadores do rock… ou uma imitação dos melhores?

É em 1998, no coração da cidade de Nova Iorque, que um grupo de jovens se encontra para formar uma banda que viria a ter muito sucesso nos anos seguintes. Falamos de Julian Casablancas, que cedo assumiu o microfone, e de Albert Hammond Jr (guitarra), Nick Valensi (guitarra), Nikolai Fraiture (baixo) e Fabrizio Moretti (bateria e percussão). Os nomes não lhe dizem nada? Bem, juntos formam os The Strokes e esse é um nome que já lhe diz algo, certo?

O líder da banda, Julian Casablancas acaba por ser o vínculo a ligar todos os seus membros. Amigo de infância de Nikolai Fraiture, foi também ele que conheceu o guitarrista Nick Valensi e o baterista Fabrizio Moretti que já tocavam na Escola Dwight, em Manhattan. Já quanto a Albert Hammond, a amizade surgiu não nos EUA mas na Suíça, numa escola para onde o jovem Julian tinha sido enviado para corrigir o mau comportamento. Juntos, em 1998, a banda lança-se na composição e produção de música.

Ao lançarem o EP The Modern Age, em 2001, os The Strokes provocam uma reação que não era esperada: os fãs dividem-se entre aqueles que viam na banda os salvadores do Rock and Roll e aqueles que não viam neles mais do que um bando de miúdos ricos numa tentativa de imitar grandes nomes do rock.

 

Mas a verdade é que p primeiro disco da banda, Is This It, se torna uma verdadeira referência ao rock de garagem do início da década de 2000. Neste álbum ficou de fora uma faixa que poderia ter gerado polémica: NY City Cops. Por esta altura, a decisão de manter a faixa fora do álbum deu-se por uma questão de sensibilidade, visto que os atentados de 11 de setembro eram ainda muito recentes. Todavia, mais tarde, numa parceria com Slash dos Guns N’ Roses, os The Strokes acabaram por tocar a canção e dá-la a conhecer ao mundo.

É ainda interessante perceber a estranha insistência dos The Strokes em não fazer videoclips para as suas músicas. Esta exigência, que eventualmente acabou por ser descartada visto que a banda fez já alguns vídeos, complicou inicialmente os acordos com as editoras. Apenas a editora RCA respeitou a decisão da banda em não fazer um vídeo musical. Esta decisão, no entanto, não impactou negativamente a banda: afinal de contas, em novembro de 2009 o trabalho dos The Strokes viria a ser confirmado quando Is This It foi considerado o melhor álbum da década de 2000 pela revista NME.

O segundo álbum, Room on Fire, chegou às lojas em Outubro de 2003. Muito aplaudido pelos fãs e pela crítica, afastava-se da génese inicial da banda para incorporar sonoridades herdadas de bandas como The Ramones e Blondie. Três anos mais tarde, logo no arranque de 2006, chega então First Impressions of Earth, que recebeu disco de ouro na primeira semana de lançamento.

Em 2011, após alguns anos a trabalhar na composição de novas faixas, chega ainda às lojas o disco Angles. Aqui, a popularidade dos The Strokes começa a sofrer algumas mudanças aos olhos dos fãs: enquanto um grupo continuava a aplaudir o trabalho da banda norte-americana, muitos outros começavam a tentar perceber porque é que a banda se estava a afastar das sonoridades originais.

The Strokes no Brasil

Autódromo de Interlagos (São Paulo)

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O trabalho musical dos The Strokes culminou (pelo menos para já) no álbum Comedown Machine, disponível nas lojas desde 23 de março de 2013. Muito aplaudido pela crítica, o álbum veio provar que os The Strokes continuam a fazer música, sempre mantendo as raízes à génese sonora no qual se fundaram, mas procurando ultrapassar todos os limites dentro do possível.

   

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