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Souto Rock 2018: Cartaz apresentado ao som de Surma e Homem em Catarse

Souto Rock 2018: Cartaz apresentado ao som de Surma e Homem em Catarse

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Domingo, 13 de Maio, final de tarde soalheiro… À hora a que em Fátima, freguesia de Ourém, 300 mil almas erguiam os lenços brancos para se despedirem da imagem de Maria, em Roriz, freguesia de Barcelos, umas dezenas de espíritos livres tomavam conhecimento do cartaz do Souto Rock 2018 e assistiam a dois belos concertos, exultando de alegria e agradecendo o virtuosismo das escolhas da organização, uma vez mais a cargo da Associação Cultural e Recreativa de Roriz.

Homem em Catarse e Surma foram os protagonistas da tarde, mas os focos estavam centrados no cartaz da 14ª edição de um festival que conjuga o rock feito em Portugal com a genuinidade rural das gentes de Roriz e toda a simplicidade que estas carregam.

O local de apresentação era o café Plátano, mais propriamente a sua sala de concertos, uma espécie de celeiro tradicional, nas traseiras, decorado com inúmeros objectos do antigamente, com visíveis marcas da passagem do tempo, mas que lhe dão um aspecto museológico e bastante nostálgico extraordinário.

Palco de um lado, bar do outro, onde os armários são do tempo dos avós e nas paredes de pedra granítica, salpicada por diversos artefactos intemporais, várias fotografias. Umas recordando as 13 anteriores edições do festival mais antigo de Barcelos e outras mais históricas, onde sobressai um retrato de Che Guevara de sorriso aberto e sincero e aquele olhar de esperança revolucionária que só ele tinha.

Lá fora, uma mesa comprida, bancos e cadeiras, tratores, alfaias agrícolas, o alambique e o assador onde as labaredas indiciam um belo braseiro.

Confira o cartaz completo do Souto Rock 2018

Mas voltemos ao que interessa e à verdadeira razão que levou aquela gente até ao Plátano. Prosseguindo o caminho de dar palco a quem mostra trabalho, o Souto Rock 2018 arranca no dia 5 de Julho com a actuação dos barcelenses Hüll, no Largo do Apoio, em Barcelos, onde a noite de warm up terminará com SpeedyBosxh Dj set.

Sexta-feira (dia 6), em Roriz, as festividades prosseguem com os concertos de This Penguin Can Fly, Baleia Baleia Baleia, Paraguaii e Black Bombaim, estes últimos num regresso nove anos depois, agora com outro estatuto.

Dia 7, terceiro e último dia do Souto Rock, a organização aposta num aquecimento com O Gringo Sou Eu, junto ao Moinho da Carreira, em Alvito S. Martinho. Advinha-se um daqueles momentos para guardar bem guardado na memória.

À noite, novamente no Largo do Souto, em Roriz, rock e diversão até às tantas com El Señor, Doutor Assério, 800 Gondomar e J.C. Satàn e para digestivo Lover & Lollypops Soundsystem.

 

 

Como é apanágio do Souto Rock a entrada é livre e o campismo é grátis. Ou seja, “montas a tenda onde quiseres e se alguém te disser alguma coisa falas com a organização”, ironizava alguém dentre a plateia, mas dando nota de que campo não falta e boa vontade também não.

Assim, entre os dias 5 e 7 de Julho, quando a passarada estiver toda a dormir, o rock português, pelo 13º ano consecutivo, toma conta daquele rural aldeia do concelho de Barcelos e mostra que com boa vontade e imaginação o céu é possível. E que estrelado o céu deve pairar sobre o Souto Rock quando estivermos em Julho!

A animar a festa de apresentação do cartaz Homem em Catarse, a jogar em casa, e Surma, com a sua sonoridade espacial de pormenores murmurados e ambiência delicodoce, que nos transporta para uma outra dimensão, assim estejamos dispostos.

 

 

Antes fora a viagem de (um) Homem em Catarse. Para além de achar que a catarse é um exercício esplêndido para a sanidade mental dos homens e das mulheres, seguir a catarse daquele Homem em concreto é uma viagem pluridimensional, sempre guiada pela guitarra, qual estrela a iluminar as profundezas da alma.

Escolhas acertadas para banda-sonora da apresentação de mais um cartaz Souto Rock, festival que dá palco à música portuguesa.

No final, já as moelas, o frango, a barriga e o entrecosto do porco, o vinho verde e a broa chamavam, lá de fora, pelos convivas. Tal como as entradas e o campismo no festival, também ali a festa encerrava com uma patuscada para todos os que quiseram ficar a confraternizar… sem ter que pagar mais por isso.

 

 

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