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Sly Stone: um tumulto musical que nunca vai acabar

Sly Stone: um tumulto musical que nunca vai acabar

 

Sylvester Stewart nasceu em 1943 e é o segundo de 5 filhos de uma família religiosa de São Francisco (EUA). Incentivadas pelos pais, as crianças começaram desde cedo a criar projetos musicais amadores. Ainda jovem, Sylvester Stewart já mostrava apetência para vários instrumentos: com 7 anos dominava as teclas e com 11 também era capaz de tocar guitarra, baixo e bateria. Na Igreja juntou-se a 3 dos irmãos, formando temporariamente os The Stewart Four. Com o tempo, o grupo gospel tornou-se famoso entre a vizinhança e chegou a gravar um single.

De forma não profissional, este seria o início de um longo trajeto de Sly Stone, um artista que marcou de forma assinalável a História da Música através do seu génio criativo. Afinal, não é por acaso que a banda que deu visibilidade a Sylvester Stewart se chama Sly and the Family Stone.

Mas porquê Sly Stone? Porque não usar os seus nomes originais? A história do nome artístico de um cantor que ainda permanece semi-desconhecido do grande público remonta também à infância, tendo origem num colega de escola que não conseguia dizer o nome corretamente e, por isso, costumava chamar-lhe Slyvester.

Após dedicar-se em pleno à composição e interpretação nos anos 60, Sly Stone começou a trabalhar como DJ e produtor musical, entrando em contacto com novas influências, desde os The Beatles aos The Rolling Stones. Foi então que decidiu mudar o nome para Sly Stone. Em 1966, nasceram os Stoners, uma banda que incluía também a trompetista Cynthia Robinson. E foi com ela que nasceram os Sly and the Family Stone.

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Sly Stone: do gospel para o funk psicadélico

A formação inicial contava com Robinson e Fred Stewart, Larry Graham, Greg Errico e Jerry Martini. Posteriormente, também a irmã Rosie se juntou à banda. O projeto era inicialmente em part-time, sendo que muitos dos elementos mantinham outras actividades paralelas.

Contudo, entre o final da década de 60 e o início da década seguinte, o conjunto viveu o período de maior sucesso. Dance to the Music foi o primeiro grande êxito da banda, que é hoje recordada como uma das mais importantes do género soul, funk e psicadélico, embora no seu universo sonoro não existissem limites.

Esta foi apenas a primeira de muitas canções marcantes com as quais o grupo, por via do talento do seu mentor e principal compositor, formou um repertório inigualável. I Want to Take You Higher, If You Want Me to Stay, Everyday People ou Family Affair são hinos assinados por este pioneiro do funk que ainda hoje impactam muitos fãs.

Não é por acaso que diversos especialistas do meio musical estabelecem pontes ao longo do tempo que explicam a importância de Sly Stone como influência para nomes como Prince, James Rick ou Beck. É sem sombra de dúvidas um dos mais importantes artistas afro-americanos, não apenas enquanto músico, mas também como compositor e produtor.

A abordagem desassombrada de questões raciais e sociais, o carácter sexual avançado para a época, além do estilo de fusão de vários géneros musicais fizeram com que a banda se destacasse entre as demais.

Com o sucesso chegaram também alguns problemas, desde o envolvimento com o Partido dos Panteras Negras do movimento Black Power à toxicodependência e problemas de Sly Stone, que eventualmente se perdeu no seu próprio mundo. Mas o mundo da música nunca mais o esqueceu e, por isso, Sly Stone ainda hoje é considerado um dos mais brilhantes intérpretes da História da Música.

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