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Eu e Sérgio Godinho falámos de tudo com um brilhozinho nos olhos

sérgio godinho

Eu e Sérgio Godinho falámos de tudo com um brilhozinho nos olhos

 

Sérgio Godinho não gosta que se fale da sua vida pessoal. “É pá, o que é que isso interessa?”, confrontou-me quando o entrevistei a propósito do disco “Nove e Meia no Maria Matos”.

Respeitei-lhe a vontade, não o questionei sobre as tentativas de engate de que já foi alvo, nem as suas idas a Coimbra, nem a namorada de São Silvestre, e muito menos o abordei para saber o que ia fazer à farmácia de São João do Campo, mas não pude deixar de lhe falar do facto de ter estado preso no Brasil. “Fui detido ainda no início da minha carreira, com os Living Theatre, acusado de subversão e posse de drogas. Fomos absolvidos das acusações antes do julgamento terminar e deram-nos ordem de expulsão”.

Quando lá voltou nos anos 80 foi preso outra vez. “Mas fui absolvido de novo pelo Supremo Tribunal de Justiça”, contou, para logo a seguir considerar “uma enorme e feliz coincidência” o facto de outra vez que foi ao Rio de Janeiro ter encontrado os Da Weasel à porta de um restaurante e terem confraternizado.

 

Sérgio também não gosta que se fale nisso mas é pai de três filhos e avô de uma menina, “assunto que vou desenvolvendo com prazer”, pedindo-me de novo, educadamente, para deixarmos de lado essas questões da vida privada. Mas Sérgio, qual a diferença entre a vida do criador e a sua criação? “É que já são 36 anos de uma carreira e 17 álbuns de canções”. Será isso mais importante que 63 anos de uma linda vida?

   

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