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A segurança dos Festivais de Música também passa pela audiência

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A segurança dos Festivais de Música também passa pela audiência

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A época alta é marcada todos os anos pelos festivais de música que agitam Portugal, de Norte a Sul. Estes eventos, cujos cartazes são por norma encabeceados por grandes artistas do panorama musical internacional, atraem até aos seus recintos milhares de visitantes. Os números são mais tarde desconstruídos, sendo possível verificar que uma grande fatia dos visitantes provém diretamente do estrangeiro.

No entanto, grandes números significam também grandes riscos. Como o Pedro Vasco Oliveira nos escreveu na sua crónica sobre a edição de 2017 do NOS Primavera Sound, a afluente de pessoas reunidas em causa da música assume-se como símbolo contra o sentimento de terror que, infelizmente, tem agitado o mundo graças aos mais inesperados atentados terroristas. Na sequência deste pensamento, torna-se importante falar da segurança dos festivais de música.

Ao longo dos próximos parágrafos recolhemos o testemunho de vários especialistas que fazem um balanço acerca da segurança dos festivais de música em Portugal.

Segurança dos festivais: o que está a ser feito?

Muitos visitantes dos festivais de música questionam por vezes os sistemas de segurança de tais recintos. No entanto, os festivais de música são eventos seguros e têm planos de emergência obrigatórios, mas os espectadores também precisam de ser conscientes e informados.

“A preocupação com a segurança nos festivais é uma preocupação de sempre. E a prova disso é que não há grandes registos de problemas nos festivais portugueses. É verdade que estamos mais atentos e que a segurança está reforçada”, afirmou Jorge Lopes, promotor do Meo Marés Vivas e presidente da recém-criada Associação de Promotores de Espetáculos, Festivais e Eventos (APEFE), em declarações à imprensa.

Todos os anos, realizam-se dezenas de festivais em Portugal, alguns dos quais em locais históricos, como o castelo de Sines, ou em recintos fechados, como o Meo Arena, dentro de localidades ou espalhados por espaços públicos e em espaços mais campestres, com direito a campismo, como o Vodafone Paredes de Coura e o Meo Sudoeste. Ambos têm um maior contacto com zona florestal, mas os promotores garantem cumprimentos de protocolos de emergência.

“O campismo do festival Paredes de Coura tem permanentemente um posto de bombeiros e os bombeiros a vigiar. Quem conhece o campismo do festival Paredes de Coura já viu com certeza os bombeiros em ações de sensibilização e de prevenção do recinto. Tem corrido bem e assim vai continuar. Não há nenhum reforço, há uma continuidade de um trabalho que é feito há vários anos”, disse João Carvalho, um dos fundadores do festival Vodafone Paredes de Coura.

Em declarações à imprensa, Luís Montez, promotor, entre outros, dos festivais Meo Sudoeste e Super Bock Super Rock, afirmou que vão ser reforçadas as medidas de segurança, mas escusou-se a adiantar quais. A intenção é garantir a segurança dos espectadores, mas de forma discreta. Num contexto mais urbano, no centro de Barcelos, acontece em julho o Milhões de Festa e a organização explica que os planos de segurança são moldados às necessidades de cada edição.

 

“Temos uma estrutura de segurança que todos os anos é validada pela Polícia e pela Proteção Civil. Todos os anos existem novos pontos que são adicionados. Já no ano passado houve um reforço de revisão, portanto o plano de segurança, apesar de ser executado pelas mesmas pessoas, nunca é estanque”, explicou Márcio Laranjeira, da organização, à imprensa.

A responsabilidade dos espectadores

Mas se há planificação e obrigações por parte de quem organiza, do lado dos espectadores também há regras a cumprir. A associação APORFEST disponibilizou recentemente um “guia de segurança do festivaleiro”, com dez propostas de comportamento, como o respeito pelos postos de revista das autoridades, cumprimento de normas do recinto, evitar andar sozinho e ser paciente.

No caso do festival Bons Sons, que acontece em agosto dentro de uma aldeia, as maiores precauções da organização são com quem fica na zona de campismo e prepara para acolher cerca de 2.500 pessoas.

Luís Ferreira, diretor do festival, explicou à imprensa que por causa do incêndio ocorrido no ano passado no festival Andanças, houve um reforço das medidas de vigilância e emergência no Bons Sons e uma maior consciencialização dos espectadores. “As pessoas têm de colaborar com os procedimentos e o incêndio no Andanças fez com que se vigiassem mais os comportamentos”, contou.

Entre as tarefas para assegurar a segurança do festival está o desimpedimento das estradas de acesso e a limpeza de matos: duas das medidas de prevenção que o festival prepara para o recinto, para o parque de estacionamento e para o campismo, além de ter o obrigatório plano de emergência e cerca de 400 pessoas da organização a garantir o cumprimento dos procedimentos.

Por outro lado, o próprio Andanças volta a acontecer este ano, em Castelo de Vide, no Alto Alentejo, mas num outro espaço e com menos dias de duração, mais próximo do meio urbano.

 

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