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Descubra o que a Banda Sonora certa pode fazer pelo seu Restaurante

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Descubra o que a Banda Sonora certa pode fazer pelo seu Restaurante

 

No momento em que entra em qualquer restaurante, três dos seus cinco sentidos são imediatamente ativados: a visão, o cheiro e o som. O paladar e o tacto acabam por chegar um pouco mais tarde. Os proprietários de restaurantes gastam muito tempo, pensamento e dinheiro a apelar ao sentido visual dos seus clientes, seja através da decoração, da luz ou de sinais. A sensação de cheiro é por si só proporcionada pelas cozinhas, que naturalmente emanam o aroma dos pratos que estão a ser preparados.

Mas e a audição? O sentido do som é estimulado da mesma forma que a visão e o cheiro? Não necessariamente. Há cada vez mais restaurantes a reconhecer a importância da música como forma de melhorar a experiência do cliente e diferenciar sua marca da concorrência. Caso contrário, será brindado pelo som de talheres a embater em pratos, conversas que se assemelham mais a zumbidos e sons que ecoam da cozinha.

Basta pensarmos na súmula básica do porquê que jantamos fora: as pessoas comem fora como uma forma de entretenimento, certo? Tendo isso em mente, torna-se mais fácil reconhecer a importância da música no espaço do restaurante. Ninguém quer ir a um espaço barulhento.

Mesmo que o que as pessoas realmente procurem no restaurante não seja a música, este é um fator que vai criar uma marca na mente do cliente, contribuindo para a experiência e para a formação de uma memória vívida daquilo que aconteceu. Aquele jantar com a sua namorada tornar-se-á inesquecível porque a sua música preferida tocou quando lhe serviram a sobremesa, por exemplo.

Na verdade, uma investigação levada a cabo nos Estados Unidos mostrou que a música tocada durante uma experiência de compras ou durante uma refeição pode ir mais além do que gerar memórias: pode afetar diretamente o humor e a atitude do cliente, o tempo gasto no restaurante e até quanto gastam.

Mas além disso, a música no restaurante pode ter o mesmo efeito na impressão do cliente da marca como as outras coisas que eles vêem, sentem, cheiram e saboreiam durante a visita. E, face a todos os outros sentidos, não há dúvida de que a música é uma das formas mais fáceis e menos dispendiosas de melhorar o ambiente de qualquer restaurante.

Tudo isto de que lhe falamos faz parte de uma disciplina do Marketing que tem sido alvo de estudo nas últimas décadas: o Marketing Sensorial. Para saber mais sobre Marketing Sensorial recomendamos que leia este post AQUI.

Qual a música certa para o seu restaurante?

Esta não é uma pergunta que se possa responder de forma simples porque tudo depende da identidade do restaurante, do público-alvo e do próprio tipo de produtos que são servidos à mesa. Não seria prudente, por exemplo, servir pratos gourmet ao som de kizomba ou comer uma pizza entre amigos tendo como fundo uma ópera de Mozart.

Está tudo diretamente relacionado com a identidade do seu restaurante. Considere ainda optar por diferentes playlists, para que as reproduza em diferentes períodos do dia (pequeno-almoço, almoço, lanche, jantar, bar) ou até mesmo para diferentes eventos (aniversários, reuniões empresariais, entre outros).

 

Para o ajudar, deixamos AQUI uma série de playlists pensadas para diferentes restaurantes, com géneros muito distintos. Mesmo que não utilize qualquer uma destas listas, uma delas poderá ser o ponto de partida para criar a sua.

Música em restaurantes: não cometa o pecado do ruído

Todavia, criar uma atmosfera festiva e alegre e assegurar-se  que seus clientes conseguem falar e ouvir sem dificuldade dentro de um restaurante não é uma tarefa propriamente fácil. Mais do que saber escolher a playlist certa é crucial nivelar o volume do som com todos os outros sons que se fazem ouvir no espaço. No entanto, o caso de sucesso de John Paluska, proprietário de um restaurante na Califórnia, encaixa-se bem nos moldes que acabamos de referir.

Antes de abrir o restaurante Comal em Berkeley, John Paluska trabalhou como manager da banda Phish durante 17 anos, experiência essa que lhe permitiu adquirir uma dimensão da importância do som ambiente em diferentes contextos. Trabalhando ao lado da empresa de engenharia de áudio Meyer Sound, John Paluska testou uma tecnologia relativamente nova que controla os níveis de reverberação com o pressionar de um botão.

O sistema usa uma combinação de materiais de absorção de som, microfones, altofalantes e um processador digital, para que o som se regule automaticamente, conforme as preferências dos clientes e a movimentação do restaurante.

“É a primeira vez que um sistema como este é utilizado num restaurante” disse John Meyer, fundador e presidente da Meyer Sound, em declarações à imprensa. “Costumamos usar isto em salas de espetáculos ao vivo, salas de música experimental, estúdios de gravação e até mesmo as igrejas mas nunca o fizemos num restaurante”.

O propósito desta tecnologia é que os níveis de ruído não desencorajem os clientes ou perturbem em vez de proporcionarem um bom momentos. Um conjunto de estudos de mercado demonstrou já que o ruído é a segunda maior reclamação entre os consumidores, ficando somente atrás de uma outra queixa: o mau atendimento.

Na vanguarda deste mercado, o restaurante Comal combina o sistema de Meyer (Constellation System) para controlar o nível de ruído, articulando-o depois com uma playlist de músicas. Enquanto o programa captura os sons do ambiente e os lança de volta para o espaço, a música decorre na sala, gerando a atmosfera ideal para uma refeição.

“O que queríamos alcançar é mutuamente exclusivo. Por norma, ou temos um ambiente de conversação ou um ambiente agitado. O que nos entusiasmou é que alcançamos ambos”, disse John Paluska sobre o restaurante.

O Comal tem instalado no seu espaço 123 altifalantes, subwoofers e microfones ao redor do restaurante que estão encarregues de captar o som e de o enviar para um computador onde tudo é digitalmente processado. É possível também configurar algumas áreas para obter mais reverberação do que outras, de forma a criar vários espaços para os clientes, seja para aqueles que gostam mais de falar ou aqueles que preferem um espaço mais sossegado e apreciar a música.

 

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