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Ouvir música faz bem ao corpo e à mente

Ouvir música faz bem ao corpo e à mente

 

Se tentássemos definir, numa linha cronológica, o momento em que se fez música pela primeira vez, teríamos de recuar milhares de anos no tempo e mesmo assim seríamos incapazes de definir exatamente um ponto que oficializasse o nascimento desta arte. Vários historiadores acreditam que a música pode mesmo preceder os dias em que o homo sapiens vagueava pela Terra.

No entanto, acredita-se que a música tenha sido popular desde que começou a ser feita. Em declarações ao jornal espanhol El Pais, um neurologista argentino, Facundo Manes, do Instituto de Neurologia Cognitiva (INECO), admitiu que os efeitos que a música provoca no cérebro humano estão por detrás da sua popularidade duradoura.

Sempre que ouvimos música, é libertada dopamina no cérebro, um neurotransmissor associado à sensação de prazer. Assim sendo, a música passa a estar entre aquilo que deixa uma pessoa satisfeita e facilmente se associa a outros elementos que causam prazer, como a comida, o sexo e as drogas.

Assim sendo, a música consegue comunicar com o nosso cérebro com maior eficácia, pelo menos quando comparada às palavras. Facundo Manes explica porque razão isto acontece: a melodia  “em vez de facilitar um diálogo em grande medida semântico, como [acontece com] a linguagem, (…) parece mediar um diálogo mais emocional”.

Assim, a música consegue em poucos segundos “regular o estado de espírito e (…) a fisiologia humana”. Induzir um estado de espírito positivo torna-se assim muito fácil.

Ouvir música como terapia

Os efeitos provocados pela música no cérebro humano inspiraram por isso diferentes terapias. A musicoterapia é um método terapêutica que se foca na utilização da música para ajudar o paciente a recuperar ou melhorar as faculdades linguísticas e motoras, ou simplesmente para os acalmar.

 

O método é usado pelo impacto imediato da melodia em quase todas as regiões do cérebro, um fenómeno ainda não totalmente compreendido. De forma a entender os resultados da musicoterapia, este tratamento tem sido alvo de inúmeros estudos que, até agora, têm sido positivos ao confirmarem os benefícios da música.

Em agosto de 2015, uma equipa de cientistas ingleses publicou, no The Lancet Journal, aquilo que resultou de uma investigação que tinha como alvo de estudo o impacto da música nos pacientes que estão prestes a ser submetidos a cirurgia. As conclusões retiradas permitiram perceber que ouvir música tem um impacto positivo em tais pacientes, na medida em que permite reduzir a ansiedade e a necessidade de recorrerem a medicamentos para as dores.

De acordo com o cientista Robert Zatorre, citado por Facundo Manes no seu artigo, a resposta do cérebro à música é ainda influenciada “pelo que se escutou anteriormente, dado que o cérebro tem uma base de dados armazenada e criada a partir de melodias conhecidas”. O que torna as respostas das pessoas variável, dependendo das suas experiências anteriores enquanto ouvintes.

 

   

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