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NOS PRIMAVERA SOUND: A diferença está na… diferença

NOS Primavera Sound

NOS PRIMAVERA SOUND: A diferença está na… diferença

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Em vésperas da edição 2017, estive à conversa com José Barreiro, director do NOS Primavera Sound, festival que tem crescido, desde 2012, à beira-mar da cidade Invicta. Como tudo começou, o que diferencia o evento tripeiro dos demais, e até do “irmão mais velho de Barcelona”, e ainda porque foi o Porto a cidade escolhida entre tantas pretendentes em todo o Mundo para a disseminação do conceito/marca Primavera Sound são alguns dos temas que o director do evento aborda nesta conversa. A fechar, este devoto escriba deixa pistas a seguir em três dias mais um de festival, três dias mais um que mexem com o Porto, mas especialmente com as pessoas que passam pelos espaços onde a música acontece.

Assim, venha connosco nesta viagem por uma Primavera que tem muito Sound, mas também estilo e beleza. Tudo, como diz José Barreiro, “num local idílico e quase perfeito”.

Escrevo esta entrevista ao som de “Death Song“, o novo álbum dos The Black Angels, que no dia de fecho da edição 2017 actuam no Palco do Parque da Cidade, concerto que aguardo com expectativa. Fica já esta sugestão.

A conversa começou pelo que se pode dizer… o princípio, ou seja:

MUNDO DE MÚSICAS (MdM): Como é que o Primavera Sound chega, em 2012, ao Porto?

JOSÉ BARREIRO (JB): Eu já era fã do Primavera Sound desde 2001, 2002 e todos os anos ia a Barcelona ver o festival. Sempre achei um festival diferente dos outros, com programação, que normalmente não fazia o que todos os festivais fazem, que não fazia parte do circuito dos grandes festivais, onde os headliners são comuns a todos eles, e adorava o festival e o ambiente. Ia lá religiosamente todos os anos em finais de Maio inícios de Junho. Nós fazíamos o Paredes de Coura e houve um ano, um dos anos em que o Morrissey esteve em Coura, em que o Primavera pediu convites. Curiosamente até deu uma bela conversa e daí termos evoluído para uma amizade, que foi o facto de nesse mesmo ano me terem recusado as entradas em Barcelona. Então, eu aproveitei para gozar um bocadinho com a situação, dizendo-lhes que, apesar da nega que tinha recebido, em Paredes de Coura as coisas eram diferentes. Eles gostaram muito de estar em Coura, foram muito bem recebidos e começámos ali a criar uma amizade, que todos os anos era cultivada. Eu adorava o trabalho deles em Barcelona e eles admiravam o nosso em Paredes de Coura, em especial por ser uma terra isolada do Mundo e do business da música e conseguirmos montar um festival, o que era muito apreciado em Barcelona.

MdM: Portanto há uma amizade consolidada e…

JB: Sei, por conversas paralelas, que eles equacionavam a hipótese de fazer um Primavera Sound fora de Espanha. Aí, usei todas as minhas influências junto deles para que a cidade eleita fosse o Porto e comecei logo a trabalhar nisso, em finais de 2010 início de 2011, para que a coisa pudesse ser possível. Era preciso arranjar parceiros locais, porque queria apresentar um projeto credível. Até porque havia outras cidades interessadas, como ainda continua a haver por todo o Mundo. No entanto, eles querem controlar o processo para que o festival não perca identidade. Se quisermos extrapolar um pouco podemos ver o caso do Sónar, que andou a fazer eventos por todo o Mundo e que se desvirtuou. Hoje acaba por sofrer com isso. O Primavera Sound é, cada vez mais, um festival afirmado e a Imprensa e o meio musical reconhece-o como um festival único a nível global.

MdM: E como foram os contactos com os potenciais parceiros?

JB: Tivemos uma receptividade muito grande da parte da Câmara Municipal do Porto e dos patrocinadores também, primeiro com a Optimus e agora NOS. Começámos a construir algo do zero, em termos nacionais, mas que já garantia um nível de público que não seria começar do zero. E isso notou-se logo na primeira edição, porque mais de 50% das pessoas eram estrangeiras e foram elas que viabilizaram o festival no Porto. Sabemos que é muito difícil novos grandes festivais conseguirem afirmar-se logo na primeira edição, a não ser que trouxéssemos aqueles nomes óbvios. Até porque temos vários festivais, mas o NOS Primavera Sound vem a afirmar-se ano após ano. O número de estrangeiros mantém-se, mas o de portugueses tem crescido. Neste momento, temos um festival completamente afirmado, também pelo lado português e não só pelo estrangeiro.

MdM: Por falar em estrangeiros, é notório que o Porto está na moda. Em que medida o festival tem contribuído e usufruído disso?

JB: Tentando ser o mais objetivo possível, acho que o festival tem o seu lugar neste novo Porto, porque, à sua maneira, também chamou a atenção junto deste público da música, mais trendy, ligado às novas tendências da moda e da música e que é bastante difícil de conquistar. Quando arrancámos com isto, eu já vivia há cerca de uma década no Porto e sentia a necessidade na cidade. O Porto começava a despontar para o que é hoje, era o princípio do princípio do que estamos a assistir em termos de boom turístico, da recuperação urbana, das lojinhas, etc. e o Primavera era o festival que seria uma mais-valia para a cidade. Não era mais um festival, era o Primavera Sound. E eles todos adoram a cidade e até as fotos dos músicos são um excelente cartão-de-visita…

MdM: Nesse particular, o Parque da Cidade do Porto revelou-se de facto ser o ideal?

JB: É o ideal. É quase impossível haver um local melhor para se fazer um festival urbano, porque nem parece que é urbano. O mar está a 50 metros e é a maior mancha verde da cidade, o que é que seria preciso para ser mais? Além disso, ainda há umas clareiras fantásticas em anfiteatro que dão para fazer mais coisas… É quase perfeito, quer a localização, porque também não é tão central que trouxesse inconvenientes à cidade, quer a beleza do local. Nós temos uma máxima que diz que não se consegue ter um bom festival sem um bom sítio. No exemplo de Paredes de Coura está mais do que provada e agora o Parque da Cidade é algo que nos orgulha imenso.

MdM: Aquando da apresentação do festival do Porto este foi apelidado de «irmão mais novo do de Barcelona». O que é que ele mantém do berço?

JB: Mantém claramente o ser um festival de programação musical. Dá muito mais trabalho, porque é necessário estar muito em cima, convencer os artistas que normalmente não tocam em festivais e há uma espécie de lado artístico na programação, característica dos primeiros Primavera Sound. Em Barcelona, o festival não começou logo com 50 mil, 60 mil pessoas, mas com 15 mil, 20 mil e nós mantemos esse ADN aqui no Porto, num local muito mais idílico e fantástico, mas que mantém a traça original do de Barcelona. E foi, acima de tudo, isso que quisemos trazer e estamos a manter. Mas para muita gente é muito melhor estar num festival mais pequeno do que o de Barcelona e daí o do Porto estar a afirmar-se sem precisar tanto do irmão mais velho. São os dois compatíveis, um em versão mais urbano-depressiva e o outro urbano-campestre.

MdM: Festival de programação e local são duas mais-valias do NOS Primavera Sound. É isso que essencialmente o distingue dos demais festivais nacionais, que são muitos e de diversas dimensões, ou divisões?

JB: Penso que tem muito que ver com esses dois factores, porque fazer um festival igual a todos os outros não era o que queríamos. Queríamos fazer um festival especial e no panorama internacional não há muitos festivais especiais, porque são quase todos com a mesma fórmula, capacidade e artistas. A cidade do Porto, pela idiossincrasia da pessoa que luta, que não está acomodada, que demonstra esse espírito de fazer diferente, de fazer novo, tem uma lógica em que o festival se integra perfeitamente. Depois, com o boom turístico, melhor ainda. Neste momento, o Primavera já dá tanto à cidade como a cidade dá ao Primavera. A fórmula do sucesso tem que ver com isto tudo: fazer um festival diferente numa cidade diferente. A cidade capitalizar esse lado diferente do festival e este capitalizar de uma cidade barata, se calhar agora já menos, mas onde se come e dorme muito bem e bastante barato, se pode ir à praia, fazer surf, etc. Ao meter no shaker estas variáveis todas, nunca pensei que resultasse tão bem em tão pouco tempo.

MdM: É a aposta inicial direccionada ao público estrangeiro faz parte do sucesso?

JB: Faz, cada vez menos, mas sei que faz. Por exemplo, programar para este ano de 2017 Aphex Twin, que não toca em festivais, ou faz três no Mundo inteiro, assegura que há gente que vem ao nosso País só para o ver. Aphex Twin para os portugueses não dirá muito, mas para o turista musical, que não se importa de viajar pelo Mundo para ver o seu artista favorito, diz muito. A programação como um todo é que atrai nacionais e estrangeiros. Quando de uma forma não declarada, mas passo a passo, estamos a mudar ligeiramente a programação, também vai no sentido de cativar cada vez mais os amantes da música, que cada vez há mais cá dentro e lá fora.

MdM: E que mudança é essa? Em que sentido vai?

JB: Uma coisa é quando um festival tem 150 bandas, como é o caso de Barcelona, agora quando se tem que selecionar 50 elas têm que ser bandas que digam alguma coisa naquele ano concreto. Todos os espectáculos que vêm à edição 2017 são novos, ou porque têm álbum novo, ou porque os artistas se reuniram agora, ou por outro motivo. Não há nenhum espectáculo que já possa ter sido visto. Há repetições, porque há artistas que quando voltam a fazer tour querem estar no Primavera e não temos como dizer-lhes que não, porque são bandas que nos dizem muito. Queremos afirmar cada vez mais as tendências da música e daí nesta edição 2017 termos muito mais música electrónica, já termos algum r’n’b, algum hip-hop americano e inglês. Queremos que este festival seja aquele que é imperdível no ano, porque todas as bandas que cá venham têm que ter alguma coisa ligada ao ano em que são selecionadas.

MdM: E qual o limite do NOS Primavera Sound em termos de crescimento, em termos de público e de espaço, a fim de não se desvirtuar?

JB: O limite está atingido e que, em termos de público, são as 30 mil pessoas. Em 2016 ficámos lá encostados… Dotámos o recinto de novas zonas de restauração e de casa de banho e não queremos arriscar mais gente no espaço sem ser testado primeiro, que é o que temos feito ano após ano. Como este ano vamos melhorar algumas estruturas vamos ver como é que reagem às 30 mil pessoas. Mas não fecho portas a que dentro de dois ou três anos o festival não possa crescer dentro do Parque da Cidade e aí poderemos aumentar a lotação. Contudo, neste momento, isso não está em equação. Mas em todas aquelas clareiras bonitas que por lá existem, há sempre alguém que pensa em expandir para lá o festival. Porém, há um compromisso que temos connosco, é que este festival não pode ser igual aos outros e é esse o esforço que fazemos todos os anos para que as pessoas tenham uma experiência positiva.

MdM: Quanto a isso, ter um artista, como o João Paulo Feliciano, a desenhar o festival também é importante e marca a diferença?

JB: É um dos vectores fundamentais do festival. A lógica dos festivais em Portugal até 2011 era a da presença muita forte das marcas no recinto e nós quisemos apresentar também a marca de forma artística. As pessoas agradecem, porque o ideal no Parque da Cidade era as bandas tocarem na relva, porque aquilo é tão bonito! As pessoas usufruiriam mais sem as nossas estruturas, mas tem que haver palco. E por que é que as estruturas têm que ser feias se podem ser bonitas? Também podem ser bonitas. Nesse aspecto, o João Paulo Feliciano é uma aposta para manter, porque é uma aposta ganha. Honestamente, acho que mudámos a maneira de pensar os festivais em Portugal. Hoje, em qualquer festival já não há lonas ao lado do palco e casa de banho descuidadas… Não foi intencionalmente, mas mudámos o paradigma. E isso tem-se notado.

MdM: Outra novidade que o festival introduziu foi o Mini Primavera, em 2015. É a forma de proporcionar àqueles festivaleiros que já são pais uma maneira de introduzirem os filhos mais pequenos ao universo dos festivais e viverem-nos em família e/ou é um investimento no futuro?

JB: Se calhar, nem uma coisa nem outra. Não temos essa pretensão de formação de públicos, algo que não nos compete enquanto promotores, mas convém-nos provocar e encontrar os públicos. Não posso pensar que uma criança de cinco anos me vai pagar um bilhete daqui a 15 anos! Nem quero pensar nisso… O que quisemos essencialmente é que a população do Porto que não está habituada a gastar dinheiro em cultura ou em festivais tivesse um domingo à tarde em que fosse fazer um piquenique e tivesse uma experiência musical. O Primavera Sound também é isso. Fizemos essa experiência durante duas edições, mas este ano havia imensos acontecimentos infanto-juvenis, no âmbito do Dia Mundial da Criança e do Serralves em Festa. Perante isto, juntámo-nos à Porto Lazer e assegurámos a programação musical nas comemorações do Dia da Criança, no Palácio de Cristal, com o palco NOS Mini Primavera Sound. Em vez de criar um espectáculo que iria competir com este, criámos sinergias e fez-se uma festa maior. O Mini não tem um modelo estático, vamos experimentando sem medo de mudar.

 

MdM: E a Festa na Cidade, outra das singularidades do festival, também sofre alterações?

JB: Sim, vai ser também ligeiramente diferente. Desde 2014, duas vezes nas Virtudes e uma nas Fontaínhas, que fazemos a Festa na Cidade, mas o que poderíamos fazer melhor? O conceito estava a ficar gasto e, então, decidimos espalhar programação por alguns bares da cidade. Assim, os turistas que vêm para o festival podem contactar a nossa realidade e os nossos bares, em vez de estarmos a montar um espectáculo numa praça… Isto não quer dizer que para o ano não voltemos à praça. As festas paralelas ao festival todos os anos podem mudar, porque o que pretendemos é o contacto com a cidade e com os públicos da cidade e mostrar a cidade a quem nos visita.

MdM: E há mais novidades há para esta edição 2017?

JB: Um dos objetivos que temos é o de reduzir ainda mais o impacto no Parque da Cidade e na Natureza em geral e queremos que o festival seja cada vez mais verde. Em 2016 fomos os primeiros a introduzir os copos reutilizáveis e para 2017 decidimos avançar com uma candidatura ao Selo Verde e, então, todo o lixo produzido no festival vai ser colocado em embalagens orgânicas que depois vão para compostagem o que tem emissões de carbono muito reduzidas. A par disto, a criação de novas ligações à rede de esgotos e fica a faltar apenas que possamos trabalhar com mais rede eléctrica, mas esse é um projeto mais ambicioso.

MdM: Em termos musicais e de festival em si, o que reserva esta edição 2017?

JB: Acima de tudo, há uma linha de continuidade. Como o festival está a crescer, também não queremos, todos os anos, mudar por mudar, queremos mudar sustentadamente. Em 2016 tivemos a deslocalização do Palco Pitchfork para a entrada que é para manter e vamos criar umas zonas novas de conforto e que protejam os artistas, para que quem quiser ver o concerto tenha que estar na zona do palco. Depois tentar que as zonas de conflito sejam reduzidas e ainda algumas alterações estéticas na zona do Queimódromo para defender os espectáculos do Pitchfork. Mas alterações com impacto nada, apostamos na continuidade.

MdM: Uma das críticas recorrentes ao cartaz do NOS Primavera Sound é que alguns dos grandes nomes que vão a Barcelona não vêm ao Porto. São opções artísticas ou financeiras, questões de agenda das bandas ou outra coisa qualquer que está na base desta realidade e que alguns criticam?

JB: Bem, por exemplo, este ano Justice e Nicolas Jaar vêm ao Porto e não foram a Barcelona. Acho que há uma tendência para daqui a uns anos apenas 50% do cartaz se repetir nos dois lados. Há uma série de factores que influenciam, para além dos financeiros, porque um festival para 60 mil pessoas e outro para 30 mil não tem o mesmo orçamento, e os Radiohead e os Arcade Fire desta vida, que poderiam ter lugar no Primavera do Porto, hoje são bandas extremamente caras. Não podemos ter a tendência de ser um festival de uma banda, isto é, gastávamos metade do orçamento numa banda e as outras pessoas, depois, diriam que não estavam uma série de outras bandas… Temos que assumir esta escolha, somos, de facto, Primavera Sound, mas somos um festival para 30 mil pessoas. Para além do lado artístico, há um lado que não podemos esquecer, é que o de termos que vender bilhetes. O compromisso entre a vertente artística e a financeira de vender bilhetes, por vezes, é difícil. No futuro, se o festival crescer, provavelmente poderemos chegar a essas bandas, mas agora não faz parte dos nossos objetivos. E há mais, uma banda dessas traz tanta produção que nos destruiria o Parque da Cidade. Nós temos que transportar todo o material em carrinhas pequenas porque não metemos os camiões TIR directamente no Parque da Cidade, caso contrário rebentamos com a relva toda. E temos um lago por trás, ou seja, não temos acesso directo por trás como nos demais festivais. O local é delicado e especial, o que nos obriga a fazer opções e a tomar esta opção para termos um festival diferente.

MdM: Em jeito de retrospectiva histórica, diz-me seis ideias/momentos que identifiques com outras tantas edições do NOS Primavera Sound, sendo que uma ainda está para arrancar.

JB:

– Em 2012, momento marcante foi a apresentação na Câmara Municipal do Porto quando oficializámos a vinda do Primavera Sound para a Invicta.

– Nesse mesmo ano, o concerto dos M83, que foi a concretização de um sonho, no fecho do segundo dia do festival. Nessa noite tive a sensação que estava em Coura, o que foi algo surreal.

– Marcante também é a relação com o João Paulo Feliciano, que tem sido um eixo transversal na afirmação do festival.

– Em 2013, o concerto dos Blur, uma banda que me diz muito desde a minha fase de 20 e poucos anos.

– Depois, é um festival de que os artistas falam, ao ponto de o conhecimento da cidade ser tal, que eles referem a ligação ao mar, querem saber de aulas de surf, de passeios de barco, etc. Também conseguimos afirmar esta ligação da cidade ao mar.

– Por último, e diz respeito a 2017, de ano para ano há pessoas que atravessam o Mundo para vir ver o nosso trabalho. Saber que há uma agência australiana a comprar 150 bilhetes, porque estava a marcar uma viagem especial para uns clientes que estavam a organizar uma «excursão» para o NOS Primavera Sound, é a cerejinha no topo do bolo e o reconhecimento internacional do nosso trabalho.

MdM: Se não andasses tão atarefado como normalmente andas durante o festival, mas se ainda assim conseguires, quais os seis concertos, visto ser esta a sexta edição, que queres ver?

JB: Para começar, gostaria de ver Bon Iver, de quem sou fã. Depois escolheria Flying Lotus, Nicolas Jaar, Miguel, Aphex Twin, para experimentar a viagem, e, por último uma rocalhada, Make-Up.

Às propostas de José Barreiro juntamos agora as do Mundo de Músicas, que abraçam mais a vertente rockeira do cartaz, sem deixar de fora algumas propostas mais electrónicas.

Assim, no lote de concertos a não perder: Sleaford Mods, The Black Angels, Metronomy, King Gizzard & The Lizard Wizard, Swans, Cigarettes After Sex, Rodrigo Leão & Scott Matthew, Run The Jewels, Bon Iver e Aphex Twin.

Obviamente, perante a vasta e diversa oferta, e a simultaneidade dos concertos, muito haverá mais para ver e ouvir e, acima de tudo, a descobrir. Esta é aliás uma das mais-valias dos festivais, ou seja, a descoberta de novas bandas e novas sonoridades.

Mas para que possa escolher devidamente, todo o cartaz do NOS Primavera Sound 2017 pode ser consultado aqui.

Se ainda não tem bilhetes, pode também comprar aqui o Fã Pack FNAC ou o bilhete diário.

A edição 2017 arranca já este dia 7, com a Festa na Cidade, cujo programa é vasto e está espalhado por quase toda a Invicta.

Espaço mítico da cidade, o Hard Club abre as suas portas para receber na Sala 1 Las Bistecs, Jessy Lanza, Shura e The Black Madonna e, na Sala 2, LINCE, Juana na rap e MVRIA.

O Café Au Lait inicia a sua programação com DJ Lynce e continua com O Gringo Sou Eu e Hugo Capablanca, enquanto o Maus Hábitos recebe Brutus, Mueran Humanos, DJ Nuno Lopes e La Flama Banca DJ set.

A noite segue em modo electrónico no Plano B com a presença de Surma e Borusiade na Sala Principal, Rui Maia e Moscoman, em formato DJ set, na Sala Cubo e ainda a actuação de UN0 na Galeria.

No Passos Manuel ganham destaque os ambientes visuais, com performances de Boris Chimp 504 e The Suicide of Western Culture, no Auditório, e DJ Kitten a tomar conta da Pista.

 

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