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NOS PRIMAVERA SOUND (dia 3): Quando a celebração da música derrota os energúmenos da desgraça

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NOS PRIMAVERA SOUND (dia 3): Quando a celebração da música derrota os energúmenos da desgraça

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Ao fim de três dias de celebração entusiástica da música e da vida bem se pode dizer que, no Parque da Cidade do Porto, houve uma espécie de exército de quase 90 mil pessoas de mais de 50 nacionalidades que infligiu uma pesada derrota nesses energúmenos que espalham o medo e o terror pelo Mundo, sem qualquer respeito pela vida humana.

Sim, no NOS Primavera Sound da Invicta não houve carros, carrinhas ou camiões desgovernados sobre a multidão de festivaleiros, o único camião que por lá andou foi o da cerveja para reabastecer os bares; não houve facas, pistolas ou espingardas, apenas as facas de cozinha para cortar pães, carnes e legumes; e nem bombas houve, a não ser as bombas calóricas que os espaços de degustação vendiam para que o pessoal aguentasse mais uma rodada de concertos. Baixas, só a maravilhosa e animada Baixa do Porto (que acolheu o festival no «warm up») e feridos apenas os que regaram demasiado o dia e a noite e no «day after» ficaram com dores de cabeça.

Sim, foi uma espécie de coligação internacional que celebrou a música e a vida como se não houvesse amanhã, demonstrando que é assim que tem que ser e que não há energúmenos vestidos de estupidez e armados em parvos que possam impedi-lo.

Esgotado no segundo dia, e muito perto do número limite (30 mil pessoas) para as actuais condições do recinto nos outros dois, o NOS Primavera Sound saldou-se por um significativo sucesso, o que foi bem vincado pela organização no balanço que fez da edição 6 junto os jornalistas. Aliás, os sorrisos rasgados nos rostos dos responsáveis pelo evento eram sinal disso mesmo.

Mas falemos agora da música e dos músicos que preencheram o cartaz do terceiro e derradeiro dia do NOS Primavera Sound Porto.

Se Evols, logo no arranque da jornada não conseguiram cativar e segurar muito público, já Elza Soares protagonizou o primeiro grande momento do dia. Incentivando todos os presentes a dizer não e a denunciarem todos os casos de violência sobre as mulheres, a brasileira agitou a plateia e emocionou muitos dos que lotaram o relvado em frente ao Palco Super Bock.

Estava dado o mote para o último dia da festa da música no idílico Parque da Cidade Invicta. O rock, mais ou menos agressivo/intenso, mais ou menos sarapintado de electrónica, dos Wand, dos Growlers, dos Death Grips, dos Weyes Blood, dos Operators ou dos Against Me! foram fazendo as delícias dos festivaleiros desde o final da tarde.

Nota mais mais para o Japandroids e para os Make-Up, dois portentos que passaram pelos palcos Super Bock e quase à mesma hora, o que foi uma dificuldade acrescida.

Depois, a electrónica doce e que pisca o olho à pista de dança dos Metronomy foi o momento mais delicioso da noite, que teve nos The Black Angels o concerto da jornada de fecho do festival. Rock, polvilhado de electrónica e psicadelismo q.b., do melhor que há, com os norte-americanos a desfiarem muitos dos temas do novo álbum “Death Song”. Palco . ao rubro, afinal, local de grandes concertos e rock à séria!

Quase em simultâneo, o cabeça-de-cartaz do festival actuava no Palco NOS. A electrónica encriptada de Aphex Twin tomou de assalto o festival. Numa deriva electrónica intensa e que tinha na vertente visual muito da sua essência, o concerto de Aphex Twin exigia dedicação total e completa concentração no que ali se passava a fim de se conseguir entrar na coisa. E com The Black Angels ali ao lado – que me desculpem os mais afoitos da electrónica –, foi o rock de guitarras meneantes que exerceu maior atracção.

Depois disso, a festa tomou conta do Palco Pitchfork e durou até o dia nascer.

É sempre assim e é a melhor imagem do esmagador triunfo que a coligação internacional da música aplicou aos medrosos dos daeshs, que apenas vivem para matar pessoas e sonhos e acabar com vidas, tudo o que o  NOS Primavera Sound Porto combateu e derrotou, esmagou e… nem lembrou.

 

Venha 2018 e esperemos estar cá todos para voltarmos ao Parque da Cidade Invicta e celebrarmos, mais uma vez, a boa música, cultivarmos, mais uma vez, a amizade e desfrutarmos, mais uma vez, da vida!

VEJA AS FOTOGRAFIAS DO ÚLTIMO DIA DO NOS PRIMAVERA SOUND 2017:

Elza Copywright Hugo Lima

Fotografia de Sofia Salgado Mota

Fotografia de Sofia Salgado Mota

Fotografia de Sofia Salgado Mota

Fotografia de Sofia Salgado Mota

Fotografia de Sofia Salgado Mota

Fotografia de Sofia Salgado Mota

Fotografia de Sofia Salgado Mota

Fotografia de Sofia Salgado Mota

Fotografia de Sofia Salgado Mota

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