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Conheça a vida de Mozart e ouça a sua obra completa

Conheça a vida de Mozart e ouça a sua obra completa

 

A música clássica não seria a mesma se o austríaco Johannes Wolfgang Mozart, mais conhecido apenas por Mozart, não tivesse composto algumas das sinfonias mais importantes da história. Falamos, por exemplo, de óperas famosas como As Bodas de Fígaro, A Flauta Mágica, Don Giovanni e ainda de sinfonias e sonatas, assim como famosos requiens. Para enumeramos toda a sua obra precisaríamos de mais espaço do que aquele de que dispomos.

Com um talento que se revelou muito cedo, foi também cedo que Mozart faleceu, deixando por ficar um trabalho composto por mais de 600 criações e que incluía concertos de câmara, piano, ópera e até mesmo corais que correram o mundo e as cortes do século XVIII.

Alguns anos depois do 250.º aniversário do seu nascimento, em 2006, voltamos a pegar na batuta, a sacudir a poeira das nossas pautas e relembramos a história deste génio musical, relembrado como excêntrico e vaidoso. Partimos numa aventura que não deixa de fora alguns factos menos conhecidos da vida de Mozart, incluindo um possível encontro com Beethoven e detalhes sobre as misteriosas circunstâncias da sua morte.

Mozart: de prodígio a mestre da música

Estamos no dia 27 de janeiro de 1756. Numa casa na cidade de Salzburgo, no coração da atual Áustria (que era na altura um principado eclesiástico), Anna Maria Mozart tem o seu sétimo e último filho: o homem que conhecemos hoje como Mozart.

O pequeno Wolfgang terá composto a sua primeira peça entre os 4 e os 5 anos, assim que aprendeu a tocar clavicórdio. Apesar de não haver certezas quanto à sua idade, vários historiadores confirmaram que após a primeira peça Mozart não se demorou muito a compor outras duas. Eram obras pequenas, mas grandes o suficiente para mostrar o seu prodígio.

Não é dificil perceber por que razão Mozart se apaixonou tão cedo pela música. O seu pai, Leopold Mozart, era o segundo mestre de capela na corte do arcebispo de Salzburgo e, ainda que compondo as suas pequenas peças, preferia dar aulas de música, das quais não se escapavam os seus filhos, do que compor.

Aos 11 anos, Mozart compõe o seu primeiro concerto e impressiona de imediato uma plateia que já na altura admirava crianças-prodígio. Ao lado do pai, viajou pela Europa, conhecendo as grandes cortes e aí apresentando-se. É então formalmente contratado como violinista da corte de Salzburgo, quando tinha apenas 16 anos de idade.

Descrito pelo tenor e compositor irlandês Michael Kelly, nas suas Reminiscências, Mozart era “um pequeno homem notável, muito magro e pálido, com uma proeminente cabeleira clara, pela qual se mostrava muito orgulhoso”. Além da música, adorava jogar bilhar e participar em bailes.

A eterna dúvida e o mistério da morte

Há uma história da vida de Mozart que ainda hoje gera especulação: o compositor terá realmente conhecido o seu contemporâneo Ludwig van Beethoven? Apesar da diferença de idade de 14 anos (sendo Beethoven o mais novo), não há certezas quanto à existência de tal encontro. A obra de Beethoven, como foi comprovado ao longo do tempo, foi profundamente influenciada pelo estilo de Mozart.

 

De acordo com trabalhos de vários historiadores, o alemão Beethoven terá visitado Viena algures em 1787, quando tinha 16 anos. Se os dados baterem realmente certo, Mozart terá estado por Viena na mesma altura.

As teorias são muitas e a mais popular é que os compositores não só se encontraram como Mozart deu a Beethoven algumas aulas. Outros acreditam que Beethoven não foi bem recebido por Mozart, que não terá ficado impressionado com o trabalho musical do pianista alemão e o mandou embora.

E, claro, é impossível falar da história de Mozart sem falar da forma como morreu. Ao que consta, Mozart adoeceu em setembro de 1791, diagnosticado com uma febre misteriosa durante a estreia da sua ópera La Clemenza di Tito, composta propositadamente para as celebrações da coroação do Imperador.

Apesar de existirem rumores de que foi envenenado por um dos seus rivais, mais precisamente pelo compositor italiano Antonio Salieri, tudo o que nos resta hoje é especulação. Os factos conhecidos apontam apenas que a saúde de Mozart piorou e que, gradualmente, o compositor começou a ficar confinado a casa, onde trabalhou no seu mais emblemático Requiem.

A morte chega a 5 de dezembro desse mesmo ano. Para nossa grande indignação, Mozart foi enterrado numa vala comum e hoje não há qualquer túmulo que possamos visitar para lhe prestar uma homenagem. Porém, é importante parar um pouco e ter em consideração o costume da altura. Em pleno século XVIII era muito frequente, em Viena, o enterro em valas comuns. Afinal de contas, talvez não haja motivos para tanta indignação.

Para conhecer melhor a história de Wolfgang Mozart, recomendamos o filme Amadeus – vencedor de 8 Óscares, entre os quais o de Melhor Filme e Melhor Ator em Papel Principal – que retrata a vida do compositor até aos seus últimos dias. Aqui fica o trailer:

O que importa é que, mesmo após a sua morte, Mozart sobreviveu através da sua obra que ainda hoje continua a ser trabalhada por orquestras em todo o mundo.

E, como bónus, pode ouvir de forma legal e gratuita a obra completa do compositor, bastando para isso entrar neste link e selecionar uma das categorias. Conheça o compositor ao som da sua música!

   

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