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Kendrick Lamar: a escalada de sucesso do rapper que faz música humana

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Kendrick Lamar: a escalada de sucesso do rapper que faz música humana

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O nome de Kendrick Lamar tem-se tornado cada vez mais lendário no Mundo da Música. De álbum para álbum, o músico norte-americano vai-nos apresentando uma sucessão de obras musicais que não só ficam na nossa cabeça, mas que estão repletas de significados sociais adaptados ao público que as ouve. E quando questionado acerca do género musical em que se enquadra, Lamar dá mesmo uma reviravolta ao responder que “não é possível categorizar a minha música: é música humana”.

Com influências claras de grandes nomes do rap e hip hop, como Tupac Shakur, The Notorious B.I.G., Jay Z, Nas e Eminem, Kendrick Lamar apresenta-nos uma música muito própria que incorpora de tudo um pouco, desde hip hop a gangsta rap, sem pôr de lado o funk, jazz e soul. É talvez por seguir esta mesma receita improvável de sons e influências que Lamar conta hoje com uma carreira de sucesso e reputação, premiada já com sete Grammys.

Não é por isso de estranhar que DAMN. tenha caído no mercado como uma bomba de sucesso, escalando o seu caminho até aos primeiros lugares das tabelas de vendas. Após o seu lançamento, DAMN. entrou diretamente para o 1.º lugar do top norte-americano Billboard 200. Sucessor do célebre To Pimp A Butterfly, o álbum é um dos grandes discos de hip hop da temporada e promete ser um dos discos do ano.

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Do álbum já foram revelados os vídeos dos temas HUMBLE. e DNA., que no YouTube já ultrapassaram, em conjunto, os 237 milhões de visualizações. Além do mais, fora o seu próprio talento, os artistas convidados para este trabalho só contribuem para impulsionar o sucesso de Lamar: o álbum conta com colaborações de artistas como Rihanna (no tema “Loyalty”), U2 (em “XXX”) e de produtores como James Blake, Mike Will Made It, 9th Wonder ou The Alchemist.

Surpreendidos com esta história de sucesso, prestamos atenção à carreira de Lamar e à sua biografia nos próximos parágrafos. Procuramos traçar as origens do artista e perceber que diferentes caminhos trilhou para chegar ao lugar de prestígio que hoje ocupa.

Kendrick Lamar: a influência das ruas de Compton e os dias de K-Dot

Kendrick Lamar Duckworth nasceu em Compton, na Califórnia, no dia 17 de junho de 1987. Os seus pais tinham-se mudado recentemente de Chicago para fugir à comunidade de gangues latente nesta época, e ao qual o próprio pai de Lamar esteve associado durante uns tempos. Por essa razão, a infância de Kendrick sempre esteve condicionada pelo próprio meio social onde viveu, demarcada pela cultura gangster e de tráfico de drogas tão presente na Costa Oeste dos Estados Unidos.

É aqui, entre as ruas, que o jovem Lamar se deixa influenciar por aquilo que vê, sem no entanto se deixar definir por isso. Proliferando nos estudos, começa a escrever as suas primeiras histórias e poemas e daí não demora muito a começar a compor.

Com apenas 16 anos, em 2003, começa então a circular uma mixpate com gravações chamada Youngest Head Nigga in Charge de um tal K-Dot. Este era o primeiro nome artístico de Lamar, nome que o acompanhou durante os primeiros anos da sua carreira. O mixtape deu-lhe a liberdade para se expressar como rapper, dando vida às suas composições.

O projeto pode ter sido um quanto amador, mas foi suficiente para chamar a atenção da editora independente Top Dawg Entertainment que lhe garantiu o seu primeiro contrato musical. Seguem-se mais duas mixtapes, Training Day (2005) e C4 (2009), que lhe abrem algumas oportunidades profissionais para trabalhar com nomes do panorama rap, como Jay Rock, Ab-Soul e Schoolboy Q. É com estes, e alguns outros artistas, que Lamar forma aliás um colectivo de rap conhecido como Black Hippy.

Kendrick Lamar: o miúdo cresce e faz-se homem

Em 2010, Kendrick Lamar prepara-se então para dar o grande salto da sua carreira. Chegada a hora de pôr de lado o nome K-Dot para adotar o seu nome verdade, lança uma quarta mix tape, Overly Dedicated e nesse mesmo ano lança Section.80, o seu primeiro álbum de estúdio – ainda sobre a tutela da Top Dawg Entertainment – que é lançado em exclusivo no iTunes e recebe excelentes críticas.

 

As sementes para a sua carreira estavam lançadas: estava agora na hora de assegurar que iriam germinar. Assim sendo, Lamar continuou a escrever músicas e letras, conseguindo ainda lançar-se em tours pelos Estados Unidos e trabalhar em colaborações com artistas como Young Jeezy, The Game, Talib Kweli, Busta Rhymes e Lil Wayne. Cada nova colaboração significava mais visibilidade, aumentando as suas hipóteses de se tornar conhecido e de ser encontrado por um produtor que estivesse disposto a levá-lo ao topo dos topos. Foi isso mesmo que aconteceu.

É assim que Dr. Dre, um dos produtores mais respeitados e influentes do hip-hop, descobre o jovem Lamar e o toma sob a sua asa, tornando-se no seu mentor de música e negócios. À medida que o buzz à volta de Lamar se torna mais forte, Dr. Dre oferece-lhe um contrato com a sua editora independente, Aftermath Entertainment, que assinava por esta altura rappers como Eminem e 50 Cent. Com um poderoso mecanismo de marketing à sua disposição, a editora tinha tudo aquilo de que Lamar necessitava para ser lançado para o mundo.

Em outubro de 2012, o álbum muito antecipado de de Lamar good kid, m.A.A.d city foi finalmente lançado e muito bem recebido pela crítica. Hit singles como Swimming Pools (Drank) e Poetic Justice abriram o caminho para Lamar. As suas participações em programas televisivos norte-americanos deram-lhe ainda a oportunidade para atuar diretamente para um público composto por milhões.

O apelo de Lamar às massas não parou por aqui. As letras provocadoras do seu álbum chamaram a atenção dos críticos do hip-hop, culminando mesmo com a MTV a nomeá-lo como Hottest MC de 2012 – colocando-o na companhia de outros rappers que ganharam o título, incluindo Lil Wayne, Jay-Z e Kanye West.

Além disso, os críticos ficaram especialmente interessados com o verso de Lamar na canção Control. Embora a letra tenha sido escrita por Big Sean, o verso de Lamar chamou a atenção por se assumir como um desafio a vários outros nomes populares no mundo do hip-hop, incluindo Drake, J. Cole e o próprio Big Sean.

“I got love for you all but I’m tryin’ to murder you niggas

Trying to make sure your core fans never heard of you niggas

They don’t want to hear not one more noun or verb from you niggas.”

As afirmações corajosas no verso polémico criticado por Lamar trouxeram uma vibração que lembrava a era clássica do hip-hop, atraindo apreciação de críticos, rappers e fãs. Medido em números, esta controvérsia foi suficiente para projetar a imagem de Lamar no mundo: em poucos dias o seu número de seguidores no Twitter aumentou 510% e o número de visitas na sua página de Wikipédia alcançou o patamar dos 200 mil page views.

Em 2015, Lamar lançou o seu terceiro álbum, To Pimp a Butterfly, que uma vez mais provou a mestria das suas letras e o poder da sua voz. Trazendo colaborações com artistas como Bilal, Snoop Dogg e Pharrell Williams, entre outros, o álbum foi especialmente aclamado por tão elegantemente conseguir misturar funk, política e vulnerabilidades. O regresso de Lamar foi especialmente marcado pelo single de estreia ”i”, que trouxe uma narrativa positiva sobre os mais recentes desafios da comunidade negra, sobretudo nos E.U.A, e o single “The Blacker The Berry” e “Alright”.

É assim que chegamos a 2017 e ao lançamento de DAMN., o quarto álbum e que promete seguir a linha de sucesso dos trabalhos anteriores do artista, catapultando-o de novo para as luzes da ribalta e arrecadando para si mesmo uma nova história de sucesso.

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