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Jim Morrison: o Rei Lagarto continua vivo

Jim Morrison: o Rei Lagarto continua vivo

 

Jim Morrison é mais do que uma voz por detrás de uma banda. O eterno vocalista dos The Doors é aclamado pela crítica e carinhosamente lembrado pelo público que o recorda como uma figura incontornável da arte contemporânea. Fenómeno de vendas, percursor musical e sinónimo de excessos: Jim Morrison é tudo isto e muito mais.

Considerado como um dos mais carismáticos vocalistas da História da Música, Jim Morrison faleceu com apenas 27 anos. A sua morte está envolvida numa névoa de polémica e desde logo ascendeu à categoria de mito popular, dada a especulação em torno da mesma.

No dia 3 julho de 1971, quando o artista foi encontrado na banheira do seu apartamento em Paris, foram mais as perguntas que ficaram por responder do que as certezas sobre o final trágico de um dos maiores mitos do Século XX.

A inexistência de provas de agressão física fez com que as autoridades excluíssem a hipótese de assassinato e dispensassem a necessidade de uma autópsia. A morte natural foi decretada. No entanto, julga-se que o Rei Lagarto terá morrido de overdose, após demasiados abusos de drogas e substâncias menos próprias para uma alma sensível.

Jim Morrison: um acidente que talvez nunca tenha acontecido

Filho de um almirante da marinha norte-americana, Jim Morrison nasceu em Melbourne (EUA) em 1943, mas passou a infância de cidade em cidade, devido à profissão do pai. Os primeiros anos foram marcados por um episódio que descreveu como um dos acontecimentos mais importantes da sua vida: numa viagem para o Novo México, o jovem assistiu a um grave acidente de um camião que transportava índios.

Anos depois, o sangue espalhado pelo chão e a consciência da morte ali tão perto influenciaram fortemente o espírito do carismático vocalista, assombrando canções como Peace Frog, Ghost Song e The End. O mais curioso é que esse mesmo acidente foi desmentido pelos pais que supostamente estariam com ele no mesmo automóvel.

Seja qual for a verdade, a mente de Jim Morrison gerou algumas das mais originais canções da História da Música. Com um QI acima da média, o cantor foi muito influenciado por nomes da literatura como Franz Kafka, Franz Kafka, Jack Kerouac, Jean Cousteau e Charles Baudelaire, incorporando na sua arte uma visão criativa sem complexos estilísticos.

Abrem-se as portas para os The Doors

Depois de algum tempo de vida boémia, o jovem acabou por concluir os estudos em cinema no ano de 1965. Foi no período da faculdade que se encontrou com Ray Manzarek, o teclista dos The Doors, a banda cujo nome foi inspirado no livro The Doors of Perception de Aldous Huxley. A obra retrata a influência dos alucinogénios no cérebro humano e defende como estas substâncias podem ser usadas para alargar a perspetiva do Homem sobre o Mundo.

Se aumentar a percepção de todos os ouvintes para novas abordagens sonoras, espirituais e metafísicas era o objectivo foi precisamente isso que a banda liderada por Jim Morrison fez com os discos The Doors (1967), Strange Days (1967), Waiting for the Sun (1968), The Soft Parade (1969), Morrison Hotel (1970) e L.A. Woman (1971).

Composta por músicos brilhantes e cada um à sua maneira bastante peculiar, os The Doors criaram um estilo musical único, caracterizado pela liberdade e génio criativo dos seus membros. Numa carreira curta, mas muito intensa, Jim Morrison partiu cedo demais, sendo considerado uma das maiores lendas da História da Música. Contudo, a sua arte e a sua voz jamais será esquecida.

DISCOS RECOMENDADOS DOS THE DOORS:

Strange Days

 

L.A. Woman

Morrison Hotel

The Very Best of the Doors


 

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