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Notas à Solta: Jacob Collier, um novo talento em estado puro

Notas à Solta: Jacob Collier, um novo talento em estado puro

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Nome: Jacob Collier

País: Inglaterra

Idade: 23 anos

No YouTube desde os 17 anos

Em Portugal: já cá esteve ao lado de Brad Mehldau e Snarky Puppy na Casa da Música e no LX Factory, em Abril de 2017

A seguir no Canal de YouTube em https://www.youtube.com/user/Jacobcolliermusic

Toca: bateria, guitarra, piano, baixo, contrabaixo, canta que é uma coisa parva e se for preciso ainda arranha o reco-reco e coça o berimbau; adepto das ocasionais harmonias vocais e de versões alternativas de clássicos jazz e soul.

Descobri Jacob Collier neste vídeo em que a Samsung mostra anualmente músicos ‘out of the box’ – já tinham sido os Dirty Loops, que também recomendo vivamente, para quem surfa a onda das covers em modo jazzístico a tocarem o seu ‘hino oficial’ Over the Horizon.

Nesta pequena amostra publicitária podemos perceber que Jacob é fixe. Vai a todas. Ele é tudo o que é instrumentos mais a parte vocal. É todo um combi que fica a matar. O puto tem jeito. Diz que até já ganhou uns Grammys e coiso.

Quem nunca ouviu Jacob Collier não tem motivos para se preocupar pois não é um ovo podre. Pelo menos para já, enquanto eu prefacio o seguinte antes de entrar na ode ao Artista:

Uma das coisas boas que o Salvador Sobral nos deu – para além da espectacular vitória naquela coisa Europeia das Canções – foi chamar a atenção da malta para quem sabe cantar de facto, não aqueles e aquelas que vão ao Ídolos achar que aguentam uns agudos umas oitavas acima e abaixo e a coisa fica feita porque o Tony acha que sim e o Pedro até tira as lunetas;

Jacob é a antítese do artista musical made in social media – não é apenas looks, style e carisma, é talento em estado puro. Basta pesquisar qualquer um dos seus vídeos – sintam-se à vontade! – para perceber que está vários furos acima do que vende, saca milhões de views e toca em 90% das rádios Portuguesas;

Saber cantar pode muito bem não querer dizer puto neste mundo de saber aparecer ou falar para uma câmara mas ainda assim, pelo menos para mim, quer dizer alguma coisa em relação à qualidade do artista;

Jacob Collier é apadrinhado por estafermos como Quincy Jones ou Herbie Hancock.

Ora vamos conhecer melhor este protagonista do Notas à Solta, depois desta coisa prefacizante.

Jacob Collier começou a fazer ‘barulho’ no YouTube com 17 anos, o que é uma vergonha em relação a Justin Bieber p.e. (esse começou aos 14), no entanto, uma coisa é ter miúdas históricas a ver e a partilhar, outra bem diferente – e inútil neste circo de o que conta é a imagem, que se lixe a mensagem – é reunir tropas como Chick Corea, Raphael Saadiq, Pat Metheny e Leslie Bricusse a comentar “wtf, faz lá isso outra vez!”. Claro que isto é sempre relativo. Recordemos Luís Figo quando se dirigiu a António Oliveira, num treino da Selecção, e perguntou: “Mister, quem é este Petit?!”…

“Este quarto é o meu instrumento…”, dizia Jacob sobre o seu spot de produção caseiro, todo ele bandolins, baixos, bouzoukis, ukulélés e o catrino – “se eu quiser produzir um som, seja um boom, um crash, um tipo específico de reverb, sei exactamente o que fazer!”, contou ao The Guardian.

 

Claro que ajuda ter uma mãe que dá aulas de violino na Royal Academy Londrina. É simpático… o que é ainda mais agradável é Jacob ter-se chateado de aturar as aulinhas da mãe e de ter explorado, a partir dos 4 anos (!) e de forma autodidacta, a bateria, o baixo, o piano, a produção musical através de sequenciadores, enfim, the whole shebang até ter idade para ganhar juízo e entrar no Hot Clube lá do sítio e ter desistido do mambo… após 2 anos.

“Foi giro mas aprendi mais sobre música cada vez que ia no metro porque todos os dias ouvia uma coisa nova. Tudo de Stevie Wonder, Joni Mitchell, Radiohead, Beck, Hendrix, Sting, Dylan, John Martyn. Estudei todos os álbums dos Beatles e depois soube que o Pet Sounds [um dos obrigatórios dos Beach Boys] influenciou imenso o Sgt Pepper [mais um dos obrigatórios dos Beatles], até ter mergulhado nas influências vocais do Brian Wilson [err… este sabem quem é certo?!], bandas de a cappella como os Four Freshmen e os Hi-Lo’s”.

De facto, esta googlização da sociedade até que acelera o moodboard musical dos talentos emergentes: “Depois percebi que a Clare Fischer, que fez arranjos para os Hi-Lo’s, trabalhou com o Michael Jackson e o Prince nos anos 80. Depois passei a estudar o Prince, a Erykah Badu, a ouvir D’Angelo e o J Dilla…”, continua, sem medos, sem cerimónias, sem uma única sebenta de Como Tocar Bateria à mão.

 

Jacob ganhou notoriedade ‘mainstream’ quando limpou Grammys – que, vá-se lá saber porquê, tal como o Eurovisão da Canção, atiram Artistas Previamente Desconhecidos para Algum Tipo de Reconhecimento Efémero, é como os Oscars, não é Hilary Swank?! – mas a verdade é que o seu nível de conhecimento musical está… muito para além de tarecos dourados. Bastante mesmo.

Falamos de alguém que inventou instrumentos para o MIT

Falamos de alguém que foi ao próprio do MIT dar umas quantas aulas e tocar com a malta

Falamos de alguém que viralizou ISTO

De alguém que dá concertos que são verdadeiras viagens pelo Planeta Música.

Ele vai estar aqui ao lado, em Barcelona, no dia 14 de Dezembro. Quatro dias depois estará em Roma. O concerto em Barna custa cerca de 22 parrecos.

Vale a pena ver e ouvir Jacob ao vivo. Eu sei. Eu quero ir vê-lo!

Aos 23 anos, Jacob está só a aquecer.

Fica um cheirinho de alguém que disse um dia “o Stevie Wonder é a minha panca musical!”

“Há imensas coisas que ainda quero fazer. Quero um álbum de colaborações, em que as pessoas vão atirar-me para fora de pé. Há imensos instrumentos que quero construir. Beats que quero fazer. Quero escrever música de orquestra. Quero juntar um grupo de tipos e cantar músicas do William Byrd! Acima de tudo quero praticar todos os instrumentos que toco. E tornar-me mesmo bom a tocá-los!”.

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