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GNR: 35 anos de canções e de sucessos… finalmente em DVD

GNR: 35 anos de canções e de sucessos… finalmente em DVD

 

Se 2016 foi um ano de alma cheia para os três GNR mais conhecidos de Portugal, o de 2017 começa da melhor forma, com uma estreia que vai, por certo, deixar os muitos fãs da banda da Invicta loucos de contentamento.

Ao fim de 35 anos de carreira, de canções e de concertos, os GNR editam finalmente um DVD que retrata não só um espetáculo marcante para a banda, perante um Campo Pequeno absolutamente esgotado onde interpretaram 26 canções que já marcaram mais do que uma geração, mas também a actuação de 1992, no Estádio de José Alvalade. Recorde-se que GNR foi a primeira banda pop-rock nacional a encher um estádio num concerto em nome próprio. Foram 40 mil almas que assistiram! O verde de Alvalade foi um bom presságio e aconteceu história que agora fica disponível para todos os que gostam da música dos GNR.

Esta nova edição, que inclui ainda um duplo CD com o concerto de 2016 no Campo Pequeno, é uma espécie de banda-sonora dos últimos 35 anos da vida da banda, dos fãs e até do Portugal musical.

À conversa com o MUNDO DE MÚSICAS, Rui Reininho, Tóli César Machado e Jorge Romão, com muito humor e ironia à mistura, falaram da nova edição como algo “muito importante” para a banda e aproveitaram para dar algumas bicadas no sistema.

“Dentro dos meios que tínhamos está uma coisa boa de que gostamos”, começou por dizer o vocalista e letrista dos GNR, que lembra ser este duplo CD/DVD uma edição de autor: “Quem está por detrás disto é uma invenção nossa, a Indiefada. Não há uma major a suportar a edição, pelo que fizemos isto sem massa, apenas com as nossas economias… Conseguimos alguns pequenos apoios, pedimos à RTP para nos emprestar umas imagens… Bem, é uma coisa feita sem interferência da chamada Capital do Império”.

A este propósito Tóli César Machado atira: “É como a comida caseira, sabe sempre melhor”.

Assim, o CD/DVD é editado pela Indiefada, editora independente dos próprios GNR, e tem distribuição da Sony Music Portugal.

Em 35 anos de carreira, período durante o qual a banda acumulou sucessos, os GNR nunca tinham editado um DVD, se bem que Jorge Romão recorda, a propósito da inclusão do filme do concerto de 1992, gravado pela RTP, que “a primeira ameaça de edição de um DVD foi precisamente com o concerto de Alvalade”.

Por isso, é grande a satisfação do trio com a edição deste registo áudio-visual.

“O DVD era uma coisa que faltava, portanto está a cumprir-se tudo. Cumpriu-se o mar e cumpriu-se a terra e, claro, com a vontade dos nossos queridos espectadores, porque sem o desejo das pessoas isto era um trabalho inconsequente, conseguimos ter um DVD no mercado”, disse Rui Reininho.

Créditos: Alípio Padilha

Tóli vai mais longe e considera que, mais do que a cereja em cima do bolo, “é mais o bolo em cima da cereja” e explicou: “Este ano de 2016 foi muito importante para nós, porque houve muita coisa a acontecer. O livro [GNR – Onde nem a beladona cresce] com um original dentro foi algo muito importante para nós e agora o DVD são coisas que já conseguimos arrumar nas nossas cabeças. Conseguimos ter um DVD ao fim de 35 anos, quando há gajos que andam aí há cinco anos e já têm três e quatro DVD”.

Sobre a história contada no duplo CD/DVD Os primeiros 35 anos – Ao vivo, no qual há duas pontas que se tocam (1992-2016), Tóli César Machado acha “porreiro porque dá para ver a evolução, o que é um bom exercício”, visto ser possível ver o concerto de 1992, quando a banda tinha pouco mais de uma década, e o momento actual.

Concertos de encerramento dos GNR

Agora segue-se o encerramento deste capítulo da vida do Grupo Novo Rock, ou seja, das celebrações de 35 anos de existência.

 

Dia 9 de Fevereiro (amanhã), a banda actua no Casino Estoril, motivando mais uma brincadeira de Rui Reininho: “Também nunca tínhamos tocado num casino, portanto isto é já outro patamar, tipo Las Vegas e sítios assim”.

Sábado, dia 11, o fecho acontecerá em casa, o mesmo é dizer na cidade Invicta. Espera-se um Coliseu do Porto lotado para o soprar final das 35 velas e que contará “com a última participação em palco” de Isabel Silvestre e de Javier Adreu. Quem marcará também presença nos dois espectáculos finais dos 35 anos é Rita Redshoes.

Créditos: Alípio Padilha

Isabel Silvestre interpreta o tema «Pronúncia do Norte», Javier Andreu «Sangue Oculto» e tem uma participação especial em «Quero que tudo vá pró inferno» e Rita Redshoes faz uma interpretação única de «Homens temporariamente sós» e o dueto «Dançar sós» com Rui Reininho.

O vídeo teve realização de André Tentúgal, que já trabalhara com os GNR em dois videoclips.

Alinhamento CD/DVD

CD 1 – Bem-vindo ao Passado; Vídeo Maria; Efectivamente; Caixa Negra; Cadeira Eléctrica; Ana Lee; Homens Temporariamente Sós; Dançar Sós; Asas (Eléctricas); Bellevue; Vocês; Valsa dos Detectives; Sete Naves.

CD 2 – Impressões Digitais; Sangue Oculto; Las Vagas; MacAbro; Pronúncia do Norte; Nova Gente; Morte ao Sol; Coimbra B; Dunas; Quando o Telephone Pecca; Quero Que Tudo Vá Pró Inferno; Sub-16; + Vale Nunca.

DVD

«Os Primeiros 35 Anos» – Bem-vindo ao Passado; Vídeo Maria; Efectivamente; Caixa Negra; Cadeira Eléctrica; Ana Lee; Homens Temporariamente Sós; Dançar Sós; Asas (Eléctricas); Bellevue; Vocês; Valsa dos Detectives; Sete Naves; Impressões Digitais; Sangue Oculto; Las Vagas; MacAbro; Pronúncia do Norte; Nova Gente; Morte ao Sol; Coimbra B; Dunas; Quando o Telephone Pecca; Quero Que Tudo Vá Pró Inferno; Sub-16; + Vale Nunca.

«Ao Vivo em Alvalade 1992» – Quando o Telefone Pecca; Acorda; Dunas; Pronúncia do Norte; Ana Lee; Ao Soldado Desconfiado; 1991; Sangue Oculto; Efectivamente; Vídeo Maria; USA; Homem Mau.

 

 

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