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Fergie: o que não sabe sobre a duquesa dos Black Eyed Peas

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Fergie: o que não sabe sobre a duquesa dos Black Eyed Peas

 

Todos conseguem dizer com facilidade que Fergie é uma das integrantes da bem conhecida banda Black Eyed Peas. A sua aparência inesquecível, quando combinada com a voz marcante, promete deixar uma marca. Ainda assim, mesmo que tenha sido no grupo musical que a artista se estreou, a verdade é que conta com uma carreira a solo, tendo levado o seu trabalho, nas últimas décadas, a diferentes cantos do mundo, sem se fazer acompanhar dos seus companheiros.

No entanto, quem é realmente Fergie? Esta é uma pergunta que muitos fãs fazem frequentemente, procurando perceber porque mantém a artista uma carreira a solo para além da sua participação com os Black Eyed Peas. Assim, sabendo que Fergie passará no Rock in Rio Brasil em setembro de 2017, quisemos saber mais sobre a artista, investigando a sua história pessoal e identificando os grandes marcos da sua vida e carreira.

Ao longo dos próximos parágrafos iremos falar um pouco sobre Fergie, revelando alguns detalhes da vida da artista que provavelmente não conhecia e que o prometem surpreender. E para começarmos este post em grande, porque não começar a ouvir um dos hits mais conhecidos da artista?

Quem é Fergie?

Nascida como Stacy Ann Ferguson, a 27 de março de 1975, em Hacienda Heights, Califórnia, não há sombra de dúvidas de que Fergie é hoje conhecido por ter alcançado a fama internacional pela sua participação no grupo de hip-hop e rock Black Eyed Peas. No entanto, ainda antes de se estrear no Mundo da Música, a artista já tinha dado alguns passos noutra direcção.

Fergie começou como atriz, com apenas 11 anos, surgindo primeiro em anúncios publicitários e mais tarde na popular série televisiva juvenil, Kids Incorporated. O programa apresentou os membros do grupo musical ficcional e deu a Fergie uma hipótese de demonstrar a sua capacidade vocal. A importância do programa da Disney no lançamento de artistas e atores que hoje conhecemos, como Fergie, Jennifer Love Hewitt e Eric Balfour é inegável. Ao longo de seis temporadas, Fergie construiu para si um currículo e reputação que mais tarde lhe abririam muitas portas profissionais.

Na década de 1990, já deixando para trás a sua carreira televisiva, Fergie uniu forças com Stefanie Ridel e Renee Sands – antigas colegas da série Kids Incorporated – para formar o grupo de pop Wild Orchid. Em atividade entre 1992 e 2003, o grupo lançou o seu primeiro álbum homónimo  em 1996, que gerou algumas canções de sucesso modesto, como “At Night I Pray”, “Talk to Me” e “Supernatural”. No entanto, o sucesso esperado não foi aquele que o grupo registou, conduzindo a um período de decadência e abuso de drogas.

No início do milénio, Fergie enfrentou uma luta contra o vício de crystal meth, decorrido do estilo de vida que então praticava. Constatando a tempo que a droga estava a enterrar ainda mais a sua carreira, Fergie tomou a decisão, em 2002, de deixar o vício, submetendo-se a reabilitação. Como veio mais tarde a contar à imprensa, esta luta não foi fácil, descrevendo mesmo a droga como “o fim de namoro mais difícil que tive de encarar”.

Todavia, após a tempestade, a bonança. Com o fim decretado das Wild Orchids, Fergie integra então uma banda que começava a crescer: os Black Eyed Peas. Pela altura em que a artista passou a integrar o quarteto, o grupo já existia e começava a fazer uma reputação para si mesmo. No entanto, como veio rapidamente a perceber, Fergie foi o ingrediente que apimentou a música da banda.

 

O primeiro álbum do grupo, intitulado Elephunk (2003) alcançou um sucesso gigantesco impulsionado por vários singles de sucesso, incluindo “Where Is The Love?” (que também contou com vocais de Justin Timberlake) e “Hey Mama”. Nesse mesmo ano, o grupo ganhou um Grammy Award pela melhor performance de rap por um duo ou grupo para a canção “Let’s Get It Started” – um outro hit da Elephunk que ainda hoje continua na nossa cabeça.

A banda, que também inclui apl.de.ap, will.i.am e Taboo, estava então na via rápida para o sucesso internacional. O álbum que se seguiu em 2005, Monkey Business, alcançou o topo das tabelas de rap, R & B e hip-hop e chegou ao 2º lugar no Billboard 200. Mostrando a diversidade da sua música, o grupo ganhou o Grammy Award para melhor performance de rap para a música “Do not Phunk With My Heart” em 2005, e o Grammy para melhor performance pop de “My Humps” em 2006.

E, claro, os Black Eyed Peas usufruíram de terceira outra onda de sucesso em 2009 com o lançamento do The E.N.D. A gravação alcançou o topo das tabelas de álbuns da Billboard, sucesso especialmente impulsionado pelas músicas “I Gotta Feeling” e “Boom Boom Pow”. Mas seria este o fim da banda, como preconizada pelo título do álbum? A ideia era essa, e a verdade é que nos anos que se seguiram os artistas seguiram diferentes rumos, mas não foi o fim da banda.

O mais recente trabalho da banda data a agosto de 2016 e é uma reedição da popular música “Where’s is the Love?” creditada como Black Eyed Peas featuring The World (parceria com o Mundo) e que reuniu de novo os integrantes da banda, incluindo a própria Fergie. Entretanto, apesar de nenhum trabalho estar previsto ou ter sido anunciado, a banda continua a identificar-se como tal, recusando-se a pôr um ponto final e a dissolver o grupo, o que deixa apenas a esperança de que voltem a trazer grandes trabalhos no futuro.

O sucesso a solo

Entretanto, em 2006, Fergie realizou um sonho que mantinha desde os seus dias ao lado das Wild Orchid – fazer o seu próprio álbum a solo. Com The Dutchess, Fergie prova o seu crescimento enquanto artista,  atingindo o topo das tabelas com sucessos como “London Bridge”, “Glamorous” e “Big Girls Don’t Cry”. Fergie mostra a sua capacidade de lidar com diversos estilos e demonstra, através dos videoclips, um humor nato que contrabalança igualmente com outros registos, como as baladas emocionais para hip-hop que infundem faixas de dança com sonoridades de reggae ao fundo.

Fergie continuou a perseguir a sua carreira solo, contribuindo com a música “A Little Party Never Killed Nobody (All We Got)” para a banda sonora da adaptação cinematográfica de Great Gatsby, em 2013 e lançando, em 2014, o single “L.A. Love (La La)”. Em 2016, para grande surpresa dos fãs, anunciou estar a trabalhar num novo álbum e lançou a música M.I.L.F. que rapidamente alcançou o número um das tabelas e cujo vídeo se tornou viral na Internet.

Entretanto, voltando às suas raízes enquanto atriz, Fergie assumiu pequenos papéis em filmes como Poseidon (2006) e Grindhouse (2007). Uma participação notável aconteceu também no filme Nine, onde contracena com Daniel Day-Lewis, Penelope Cruz e Judi Dench.

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