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Aulas de música melhoram capacidade de comunicação das crianças

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Aulas de música melhoram capacidade de comunicação das crianças

 

Uma nova investigação publicada pelo The Journal of Neuroscience concluiu que a música tem um efeito biológico sobre o cérebro das crianças. Uma vez que o desenvolvimento de uma criança acontece nos primeiros anos de vida, a música assume um papel fulcral ao ser capaz de modelar áreas responsáveis pelo processamento de sons que estão, por sua vez, relacionadas com habilidades linguísticas como a leitura e comunicação verbal.

A investigadora responsável pelo estudo, Nina Kraus, é diretora do Laboratório de Neurociência Auditiva da Universidade Northwestern e baseou-se na análise de crianças entre os 6 e os 9 anos, provenientes de famílias da classe baixa e que estão sujeitas a um maior risco de desenvolver problemas de aprendizagem.

As crianças em análise receberam aulas de música. Aquelas que se mantiveram nas aulas durante dois anos apresentaram diferenças neurofisiológicas em áreas cerebrais que influenciam a descodificação de sons.

“É a primeira evidência direta de que os programas educacionais de música podem aprimorar o processamento neuronal da fala em crianças em risco, sugerindo que o envolvimento ativo e frequente com os sons pode mudar a função neuronal”, disse a investigadora.

Esta não é a primeira vez que lemos sobre um estudo que comprova o efeito que a música tem no desenvolvimento cerebral. Na verdade, este é um tema que tem sido constantemente investigado nos últimos dez anos.

Música e crianças: melhor capacidade para processar e reter informação

Recentemente, um outro estudo publicado na PLOS One, mostrou que as crianças que tiveram aulas de música durante a infância ampliam as suas capacidades cerebrais para o resto da sua vida. Esta é uma mais-valia principalmente para quem envereda por um trabalho executivo: os processos cognitivos permitem aos seres humanos processar e reter informações, resolver problemas e regular comportamentos.

 

Isto porque o cérebro de um executivo exige, na maior parte dos casos, várias conquistas académicas, como aponta a principal investigadora este estudo, Nadine Gaab, do Laboratório de Neurociência Cognitiva do Hospital Infantil de Boston (EUA). É por isso que muitas escolas devem repensar a decisão de cortar dos programas curriculares as aulas de músicas, acreditando que é um desperdício de tempo.

É difícil saber por que os padrões sonoros são tão importantes para o cérebro, já que não dependemos da música para sobreviver. Mas há várias evidências de que a música modela fortemente a aprendizagem, estimulando a capacidade cognitiva e a relação interpessoal. A perceção de um ritmo influencia o sistema de atenção, induz ao movimento e otimiza o metabolismo e a performance física.

A explicação, segundo Oliver Sacks, um dos maiores especialistas mundiais no tema, está no fato de a música ser uma linguagem tão poderosa quanto a da comunicação verbal: “A atividade musical envolve várias funções do cérebro (emocional, motora e cognitiva), muito mais do que as que usamos para o outro grande feito humano, a linguagem. Por isso, a música é uma forma tão eficaz de nos lembrarmos e de aprender. Não é por acaso que ensinamos rimas e músicas às crianças pequenas.”

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