Home / Música Alternativa /

CHVRCHES: O elixir da juventude revivalista

CHVRCHES: O elixir da juventude revivalista

 

O “hypizado” segundo disco dos CHVRCHES, Every Open Eye, é um álbum de Synth Pop onde habilmente cruzam o passado e o presente, sem vontade de correr riscos com o futuro. É como saltar na corda bamba de rede e pára-quedas.

Lauren Mayberry é um exemplo vivo da teoria geral da relatividade, afinal não é só Hiro Nakamura (personagem da série “Heroes”) que tem a capacidade para manipular o tempo. Quem ouve Lauren Mayberry, ouve o timbre fresco e inocente de uma voz “teen” apesar de esta já estar bem próxima dos trinta.

A música dos CHVRCHES é um feliz acaso de jovialidade, onde voltamos ao tempo do cubo mágico, do computador ZX Spectrum e dos sintetizadores como elemento fundamental para a “Hype Pop do Synth Pop”. Seria cientificamente interessante verificar se a relação causa/consequência criaria um “efeito borboleta” ao ter Every Open Eye dos CHVRCHES apresentado por Adam Curry no “Countdown” da MTV algures no fim dos 80’s. Deixo essa perigosa missão a cargo do Dr. Emmett Brown da trilogia “Back to the Future”.

Quer assistir ao concertos dos CHVURCHES? Conheça no LINK as datas da digressão!

Every Open Eye dos CHVRCHES: análise faixa a faixa

1 – “Never Ending Circles”: Iain Cook e Martin Doherty são quem suporta todo o geométrico rendilhado de sintetizadores, programações e beats, que navegam entre as dinâmicas da voz de Lauren Mayberry como é exemplo o tema de abertura Never Ending Circles.

2 – “Leave a Trace”: Longe dos tempos do piano e da bateria, a escocesa Lauren Mayberry encanta no irresistível Leave a Trace, um dos temas estandarte do disco Every Open Eye.

 

3 – “Keep You On My Side”: para mim esta música dos CHVRCHES é a irmã mais nova de Keep Me Hanging On da diva Kim Wilde onde o novo milénio cruza-se com o banal som de Bells do sintetizador Yamaha DX7 que proliferou em grande parte dos clássicos da década.

4 – “Make Them Gold”: é uma cavalgante canção próxima de um Giorgio Moroder em Together in Electric Dreams onde Lauren Mayberry seduz entre dinâmicas pop.

1507-15 – “Clearest Blue”: está patente em Clearest Blue a paixão comum dos CHVRCHES pelos Depeche Mode aqui numa sonoridade próxima de um Just Can´t Get Enough.

 

6 – “High Enough to Carry You Over”: cantado por Martin Doherty é uma versão masculina das norte-americanas Haim lembrando Falling, misturado com os sintetizadores kitsch a soar ao já clássico Midnight City dos franceses M83.

7 – “Empty Threat”: tema vazio de ideias, pois é pop “bubble gum” de consumo tão imediato que nem nos deixa ficar o sabor após o fim da canção. Será a Avril Lavigne a cantar uma canção da Ellie Goulding?

8 – “Down Side Of Me”: é uma canção “mid tempo” onde habitam “brake beats” e cruzamentos agridoce entre vocalizações soturnas e pop limão já sem o travo ácido.

9 – “Playing Dead”: esta canção é um misto de Pop com purpurinas com leve industrial cor-de-rosa de People Are People dos Depeche Mode.

10 – “Bury It” e 12 -“Get Away”: ambos os temas soam aos Kate Boy, onde o calor da alegria jovial é resfriado depois de forçado a um dançante inverno de Estocolmo. Das canções mais interessantes de Every Open Eye.

11 – “After Glow”: consiste numa viagem de charme e sedução onde a ausência rítmica destaca toda a beleza da voz de Lauren Mayberry.

13 – “Follow You”: Martin Doherty volta ao cockpit para planar no sedutor tema “Follow You” com resquícios de HUMAN LEAGUE.

14 – “Bow Down”: serve de resumo de todo o disco Every Open Eye, com o seu pop electrónico de tendência pop dançante com potencial de conquista global.

Em conclusão, creio que Every Open Eye é um disco homogéneo, geralmente refinado e meticulosamente laboratorial, onde toda a sua estrutura assenta na equação Synth + Pop = CHVRCHES. Uso recomendado para uma viagem pré-clubbing.

 

Partilhar este artigo

Deixe um comentário

Your email address will not be published. Required fields are marked *