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Histórias de Bastidores

Histórias de Bastidores / 55 posts encontrados

“Polícia pára quem precisa de polícia”, os Titãs e a minha culpa

Quando, no final de 1995, José Manuel Simões viu o título “Titãs, a difamação internacional”, na primeira página da revista, ficou revoltado consigo mesmo, achou que não era digno de ter um instrumento nas mãos que lhe permitisse escrever o que lhe passava pela cabeça. Culpou-se, envergonhou-se, desejou “Deus queira que me perdoem”. Traiu a confiança de músicos que admirava. Eis a história contada na primeira pessoa.

Gabriel o Pensador de cadeira de rodas a cantar “F.D.P”, “F.D.P”, “F.D.P”

José Manuel Simões encontrou-se com Gabriel o Pensador quando o artista passou por Portugal há alguns anos atrás. Daquela vez, Gabriel o Pensador vinha com a perna partida numa “peladinha” mas ainda assim cheio de energia para subir ao palco do Coliseu do Porto. A euforia era tal que chegou mesmo a convidar José Manuel Simões para se juntar a ele no palco. Conheça aqui a história.

Ricky Martin com medo da fama e os aplausos provocando desequilíbrios

Naquela fria tarde de Fevereiro de 1997, uma pequena multidão de meninas aglomerava-se em frente ao hotel Tivoli, em Lisboa, na esperança de que o seu ídolo lhes aparecesse. Duas delas correram para José Manuel Simões, intempestivas: “vai entrevistar o Ricky Martin? Diga-lhe por favor que venha cá fora para nos ver”. Eis o que José Manuel Simões recorda deste dia.

A Blondie Debbie Harry Vítima da “blondlemania” e do preço da fama

Naquele dia de fins do século passado Debbie Harry, então com 53 anos, padecia com ar de frete no Meridien, Porto, esparramada em cima de um sofá, tão gorda que José Manuel Simões quase não a reconheceu. Aquela que tinha sido considerada a Marilyn Monroe da pop, tinha os cabelos louros em desalinho, os peitos caídos e um vestido de seda azul tamanho XXL.

Adriana Calcanhoto fez-me perder o tino à conversa

Adriana Calcanhoto aguardava José Manuel Simões pacientemente no Mistura Fina, piano-bar da Lagoa, Rio de Janeiro, a pele tão branca e sedosa e os olhos tão azuis que ninguém diria que era brasileira, mesmo que do Sul. Fato, gravata e ténis, jeito doce e tímido, levantou-se, delicada, e apertou-lhe a mão com sobressaltada firmeza. Aquela era a sua primeira entrevista para Portugal.

Whitney Houston e um “I Will Always Love You” de mau prenúncio

Certo Junho de 1998 José Manuel Simões foi convidado para ir à vila alemã de Halle assistir a um concerto de Whitney Houston, ainda estrela brilhante com diamantes ao pescoço. Assim que deixou o elevador que parou à entrada de uma esplendorosa escadaria e entrou em cena a cantar “I’m Every Woman” José Manuel Simões ficou estupefacto.

Eu e Sérgio Godinho falámos de tudo com um brilhozinho nos olhos

Em conversa com José Manuel Simões, Sérgio Godinho admitiu não gostar que se fale da sua vida pessoal. “É pá, o que é que isso interessa?”, confrontou-me quando o entrevistei a propósito do disco “Nove e Meia no Maria Matos”.Respeitei-lhe a vontade,

Ana Malhoa queria ser astronauta e não se importava de posar para a Playboy

José Manuel Simões encontrou-se num bar com Ana Malhoa. A artista chegou com o marido, o Jorge que, com uns calções e umas botas de pelo por dentro, lançava um olhar de "vê lá o que é que perguntas à minha esposa que eu estou aqui para a defender". Ana Malhoa a falar dele como “o meu braço direito, esquerdo, perna esquerda, perna direita, tudo”.

A bizarria e sede de estranhamento de Paulo Furtado

Incentivado pelo estigma de que com Paulo Furtado tudo pode acontecer em palco, fui a Coimbra ver os conterrâneos Wraygunn e o magnetismo, bizarria e sede de estranhamento do Tigerman. Desta vez nenhuma menina lhe mordeu os testículos, nem ele partiu a cabeça, nem jorrou sangue sem que percebesse.