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Histórias de Bastidores

Histórias de Bastidores / 55 posts encontrados

Jay-Jay Johanson, a beleza da dor e as lembranças que inspiram

Jay-Jay Johanson trazia no olhar algo de dramático, de assustador, como se quisesse dizer em surdina que assassinou alguém que depois enterrou numa floresta. Nele era possível vislumbrar ainda pedaços de lascivas intoxicações e enigmáticas alusões à loucura. Eis o que José Manuel Simões recorda deste encontro.

Sting: o chá vegetal que o deixou pálido e quase a desmaiar

Chovia torrencialmente na noite em que José Manuel Simões viu entrar Sting e a mulher no barracão onde um amigo o tinha levado para tomar um chá vegetal indígena de nome ayahuasca. Segundo ele, iria mudar a sua vida. Leia o post completo para saber o que aconteceu.

O olhar melancólico e tímido de Chico César

Assim que olhou nos olhos de Chico César, José Manuel Simões percebeu-o envolvido numa imensa teia de tristeza, profunda melancolia, um jeito sem jeito de esconder a timidez, um singular lado doce. Percebeu que ele tinha um lado de bicho-do-mato, o que fez com que José Manuel Simões aceitasse pacificamente o isolamento a que o artista se tinha proposto.

A mulher que achava que Miguel Ângelo dos Delfins era o seu salvador

Desde os tempos do “Caminho da Felicidade” em que José Manuel Simões escreveu a biografia dos Delfins que Miguel Ângelo passou a ser um dos seus melhores amigos. Admira-o para além da música que faz, pela maneira de ser e estar, o humor, a simpatia natural que irradia em permanência. Neste post, José Manuel Simões conta-nos um episódio caricato que se sucedeu com o vocalista da banda portuguesa.

O Admirável e Empolgante Novo Mundo de Arnaldo Antunes

José Manuel Simões encontrou Arnaldo Antunes horas antes do concerto nos jardins do Palácio Cristal, no Porto em apogeu cultural 2001. Aproximou-se dele com um sorriso rasgado, logo ali partilhado, e ficaram amigos. A amizade foi tal que no dia seguinte, Arnaldo Antunes, a sua esposa e filhos foram a casa de José Manuel Simões. Eis a lembrança desse dia.

Ben Harper em odes à emoção e paixões à flor da pele

José Manuel Simões concretizou o sonho de uma aluna sua na Escola de Jornalismo do Porto: levou-a consigo para o Coliseu do Porto, onde assistiu ao concerto de Ben Harper e entrevistou o artista nos camarins. Neste post, reconta esse episódio e como Ben Harper, durante a entrevista, "pegou no violão que repousava num dos bancos e na quietude do momento deu início a uma ode de emoção".

Celine Dion, a minha namorada e os ciúmes da foto

Quando, no final do espetáculo de Celine Dion, em Bruxelas, levaram José Manuel Simões até aos camarins, Celine apareceu com umas calças de ganga coladas à magreza da pele, demasiado agitada e distribuindo sorrisos carregados de adrenalina. Lembro-me de ter exclamado: “Que speed! Quem diria!?”.

Tony Bennett, as suas pinturas de Cascais e o desejo de cantar depois dos 100 anos

Chegou ao Hotel Estoril Sol em passo lento, ligeiramente corcovado, os cabelos brancos alinhados, permanente sorriso do tamanho do Mundo, cambaleante por causa das doses de uísque. Após um abraço sentido, José Manuel Simões admirou-lhe o jeito de boa pessoa e a voz na posse de todos os incomensuráveis recursos que fizeram com que Frank Sinatra o tivesse apelidado de “o melhor cantor do nosso firmamento musical, o expoente máximo de uma canção”.

Iggy Pop, o iguana selvagem armando um rebelião enquanto se agredia com um microfone

Iggy Pop chegou numa limusina preta e foi refugiar-se nos improvisados camarins por trás do palco da Queima das Fitas de Coimbra. A custo, José Manuel Simões conseguiu uma entrevista com o músico. Pouco depois, o “senhor iguana” saiu de dentro do cubículo, descalço e de tronco nu e começou a dar murros no ar, pontapés à direita e à esquerda, uma perna a rastejar mais que a outra, ritmo frenético e alucinante.