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Histórias de Bastidores

Histórias de Bastidores / 56 posts encontrados

O momento em que ouvi o inédito “Perfect Stone” de Skin

Quando José Manuel Simões entrou na improvisada sala de estar, Skin procurava absorta alguma coisa no seu estojo de maquilhagem, “entra e senta”, disse sem o fitar, costas cobertas por um pequeno fio a unir as pontas da blusa branca rendada. Manteve-se quietinho à entrada, olhar ávido, captando com afinco o seu parco universo.

Fernando Tordo, uma verdadeira jóia… ou será que não?

Há uns anos atrás, depois de se encontrar com Joanna em Óbidos, José Manuel Simões ficou intrigado quando a artista se referiu a Fernando Tordo como uma verdadeira jóia. Neste post, José Manuel Simões relembra Fernando Tordo e o seu encontro com o cantor português.

O dia em que ouvi Slimmy, a “next big thing”

José Manuel Simões estava a suar atrás da bola quando ouviu o telefone a tocar em cima da toalha de praia. Correu para atender. Era Saul Davies, dos James, que tinha um som para lhe mostrar: uma música de um tal Slimmy, que considerava ser a "next big thing".

Como Salif Keita quase cometeu o maior pecado do homem

Salif Keita estava dentro de um contentor que servia de camarim à beira do Rio Douro quando José Manuel Simões se aproximou, duvidando que pudesse estar só. Decidiu ficar um pouco à distância, observando-o, ele de olhos fechados, uma túnica e um barrete redondo colorido na cabeça. Saiba como foi este encontro.

O jantar ao vivo onde conheci os Buraka Som Sistema

Em meados de 2004 alguém ligou a José Manuel Simões para o convidar para um “jantar ao vivo” no Mercado da Ribeira em Lisboa. Ao perguntar o que era isso, responderam-lhe: “Uma refeição que é uma peça de teatro onde uma dezena de pessoas de várias áreas da nossa cultura vai representar-se a si mesmo, interagindo uns com os outros e com o público que está a assistir”. Foi aqui que conheceu os Buraka Som Sistema.

Tina Turner, um ícone tangível num passeio à beira-mar

Quando José Manuel Simões viu Tina Turner a sair de dentro do Hotel Copacabana Palace no Rio de Janeiro e ouviu umas morenaças atrevidas a grotar por ela, não resistiu e avançou na sua direcção. Passavam poucos minutos da meia-noite do dia 1 de Janeiro de 1988, abeirou-se dela com uma doçura que a enterneceu e disse “happy new year miss Tina”.

Diamanda Galás: a bruxa má entre gritos e gargalhadas nos bastidores

Diamanda Galás, a feiticeira do cântico negro, a voz demoníaca do firmamento musical, recebeu José Manuel Simões ao telefone. O que era para ser uma entrevista de meia hora acabou em genuíno delírio e sombria obsessão pela morte. Alguns dias mais tarde, seguiu-se um encontro nos bastidores do concerto que a artista deu em Vila Nova de Gaia.

Ney Matogrosso: a prova de que as aparências não são tudo

Ney de Souza Pereira abriu a porta a José Manuel Simões, descalço e com o pijama de seda a descarar o peito cabeludo. Sentado com as pernas estendidas lateralmente no sofá cor de rosa, observa, contido. Quem o visse dificilmente identificaria o cantor Ney Matogrosso transfigurado no palco, deixando-se tomar pela emoção.