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Histórias de Bastidores

Histórias de Bastidores / 55 posts encontrados

Daniela Mercury: Ah, eu tô maluco

Naquele Carnaval de São Salvador brasileiro do início dos anos 90, Daniela Mercury era a bomba do momento. Física e vocalmente, as coxas em ritmo alvoraçado, o peito hirto quase desnudado, a garganta meia rouca de prazer... Leia as memórias de José Manuel Simões.

Lela Violão: é melhor ter 11 mulheres, 30 filhos e não ser casado

Quando os Simentera, de Cabo Verde, entraram em cena naquela noite de 24 de Julho de 2004, o palco do Festival Músicas do Mundo de Sines afigurava-se possuído, e José Manuel Simões, qual paira raios, absorvendo cada flechada de desvario até ao tutano. Eis quando repara que Lela Violão dedilhava a guitarra com o dedo indicador esquerdo em riste, hirto, enquanto os outros quatro duplicavam a velocidade como que para atenuar a falta.

Herbert Viana: se acontecesse uma tragédia conseguiria tudo de novo

Herbert Viana chegou altivo no aperto de mão, a conversa quase que descambando na fluidez para um Brasil de irresolúveis contrastes, passados (des)unidos por laços de sangue incomuns e a música como propensão para unir universos dispares. José Manuel Simões recorda a conversa com Herbert Viana, vocalista do Paralamas de Sucesso.

Xana dos Rádio Macau: uma mulher louca mas muito fixe

Quando a Xana dos Rádio Macau ligou a José Manuel Simões quase em cima da hora da entrevista a dizer que não ia poder comparecer ao encontro porque tinha tido um acidente, o autor achou que ela lhe estava a mentir. Só que afinal não estava. Neste post, José Manuel Simões recorda este encontro e uma noite chuvosa no festival Paredes de Coura.

Ana Carolina: o homem que há em mim e a mulher que há no homem

Foi num restaurante da ribeira de Gaia, rodeado de mulheres, que José Manuel Simões se encontrou com a artista brasileira Ana Carolina. O resultado foi uma conversa repleta de confissões. Pela altura deste encontro, a artista tinha acabado de lançar o álbum “Ana Rita Joana Iracema e Carolina”.

Chrissie Hynde: a mulher águia que não esconde nada

Chrissie Hynde chegou em passo lento, ancas arqueadas balançando alvoraçadas, no braço uma estranha mancha branca. Foi assim que José Manuel Simões a viu subir para o palco do Festival de Vilar de Mouros 1999 para fazer o “check-sound”. A artista ergueu os braços com firmeza, exigiu aos restantes Pretenders mais empenho e, em pose de “rock star”, balbuciou entre impropérios: “parece que ainda estão a dormir”.

Boss AC: quem é arrogante é o hip hop

Como, desde adolescente, o José Manuel Simões primou sempre por uma postura socrática que faz do lema “na humildade é que reside a sabedoria” uma lição de vida, não gostou muito do convencimento e a atitude do tipo “chefão” e pinta de “manda-chuva” de Boss AC. Eis o resultado desse encontro.

Steve Howe acredita que o Espírito Yes explica tudo

Steve Howe, guitarrista dos Yes, estava radiante por tocar em Portugal, “um país que adoro, mesmo que não saiba bem porquê”. José Manuel Simões, duvidando que a frase não passasse de um pequeno golpe de marketing para que os fãs comparecessem ao primeiro concerto da banda em Portugal, ficou intrigado quando o artista respondeu que o nosso país fazia parte do seu imaginário infantil.

O momento em que ouvi o inédito “Perfect Stone” de Skin

Quando José Manuel Simões entrou na improvisada sala de estar, Skin procurava absorta alguma coisa no seu estojo de maquilhagem, “entra e senta”, disse sem o fitar, costas cobertas por um pequeno fio a unir as pontas da blusa branca rendada. Manteve-se quietinho à entrada, olhar ávido, captando com afinco o seu parco universo.