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Biophilia: o projeto por detrás do álbum de Björk

Biophilia: o projeto por detrás do álbum de Björk

 

Biophilia é o nome de um álbum de Björk, cujo alcance vai muito além da música. O disco, que foi considerado como o primeiro álbum em forma de app, faz parte de um projeto maior que pretende educar através da música, chamando a atenção para a necessidade de enveredar por um caminho sustentável.

O projeto piloto foi lançado em 2011 e resulta de uma pareceria entre Björk Guðmundsdóttir, a cidade de Reiquiavique e a Universidade da Islândia. Nele participaram professores e estudantes de vários quadrantes da arte e da ciência, provando que todas as áreas podem trabalhar em conjunto para alcançar um objetivo comum: educar e estimular a criatividade.

Como seria de esperar, Björk é a responsável pelo lado musical do projeto. A cada canção do disco assinado pela artista corresponde um aplicativo específico, sendo que existe também uma versão “suit“, um aplicativo-mãe que condensa todos os outos. Para alguns, este será talvez o expoente experimental de Björk que conseguiu a proeza de ultrapassar os limites da música num projeto que junta tecnologia e natureza num só.

Biophilia é uma mistura de natureza, música e tecnologia

Ligados numa espécie de constelação espacial tridimensional, cada tema tem um ensinamento próprio. Crystalline, que foi o primeiro single do disco, fala por exemplo da formação de cristais e das camadas que compõem a crosta terrestre. Juntamente com as lições, conjugam-se mensagens subtis que podem ser associadas a assuntos de carácter mais humano, sujeitos à interpretação de cada um.

No jogo Virus é possível ter acesso via telemóvel a uma versão aproximada de uma célula que é atacada por um vírus. De acordo com Scott Snibbe, especialista em arte interativa que trabalhou no projeto Biophilia, esta trata-se de uma história de amor entre a célula e o vírus, que “ama tanto que destrói”.

 

O experimentalismo não esteve só no conceito do disco. A maioria dos temas foi composta num iPad e foram utilizados instrumentos que fogem ao convencional. Em vez do piano ou da guitarra, em Crystaline ouvem-se sons de gameleste. Por sua vez, aquilo que ouvimos em Thunderbolt é o resultado da bobina inventada no final não século XIX por Nikola Tesla.

Ensinar com Biophilia

Embora seja um projeto complexo no sentido em que requer grande coordenação entre diferentes áreas, Biophila resulta em algo extremamente coeso e simples de usar. Aliás, não fossem as crianças o público-alvo desta iniciativa que se concretiza na forma de uma app.

Através de um telemóvel ou tablet, é possível partir à descoberta de áreas tão diferentes, mas ainda assim relacionadas de alguma forma. Sem fronteiras, Biopphilia estabelece ligações entre a tecnologia, as ciências e a natureza, reforçando-as com mensagem de valor humano que está na música.

O objetivo final é cativar para novas áreas e estimular a imaginação das crianças. Numa visão mais alargada, pretende-se desconstruir o processo convencional de educar, assim como impulsionar a economia e o empreendedorismo daqueles, que muito em breve, serão os adultos dos países nórdicos e do mundo.

Gostava de assistir ao concerto de Björk? Saiba no LINK quando a artista regressa aos palcos!

 

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