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Billy Idol: o ícone do pop agressivo que se tornou uma lenda dos anos 80

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Billy Idol: o ícone do pop agressivo que se tornou uma lenda dos anos 80

 

Billy Idol. O nome remete-nos automaticamente para os anos 80, anos loucos marcados pela ascensão deste ícone do punk rock. Com mais de quatro décadas de carreiras, William Albert Michael Broad, mais conhecido pelo seu nome artístico, continua a ser sem dúvida uma referência para o mundo da música e a atrair legiões de antigos e novos fãs.

Nos anos 80, época em que surgiram grupos de heavy metal e rebentaram as explosões de batidas eletrónicas, Billy Idol foi um dos nomes a liderar o movimento do punk rock, especialmente no Reino Unido, não apenas pela sua voz mas também pelo estilo rebelde e de bad boy que inspirava na audiência.

É assim que, incorporando a sua fama de mauzão, sobrevive aos ritmos que vão colidindo com o punk e consegue ir até muito depois da década onde se tornou conhecido. Hoje, em pleno século XXI, já não continua na boca do mundo como o fazia há algumas décadas atrás, mas ainda assim é perfeitamente capaz de fazer punk pop agressivo melhor do que ninguém.

Billy Idol: os anos 80 que fizeram dele uma lenda

Comecemos então pela história de Billy Idol. Nascido em Middlesex, em Inglaterra, mostrou desde os seus tempos de faculdade um interesse especial pela música. Ainda que se tenha distinguido a solo, a sua carreira é marcada pela participação em algumas bandas como os The Browley Contingent, com influências dos Sex Pistols, e que, além de Idol, contava com a presença de Siouxsie Sioux.

Porém, o rapaz rebelde cedo percebeu que queria seguir uma carreira musical e liderar a sua própria banda. Ainda assim, esse desejo, que tentou concretizar com a banda Chelsea, acabou por terminar mais cedo do que devia. Ainda assim, deu-lhe a oportunidade de conhecer o futuro guitarrista dos The Clash, Mick Jones, que fez parte do grupo musical.

Em 1976, ainda mantendo o sonho vivo, Idol faz uma nova tentativa e funda a Generation X: esta era uma banda punk, muito fiel ao estilo, que apostava essencialmente em sonoridades pesadas. Não muito depois a banda consegue assinar um contrato com a editora Chrysalis e grava três álbuns.

Mas eis então que, em 1981, Billy Idol se atreve a dar o passo que mudou a sua carreira: deixar para trás a Generation X e lançar-se numa carreira a solo. Após mudar-se para Nova Iorque, lança no mesmo ano o álbum especial Don’t Stop, com uma cover de Tommy James, dos anos 60, do hit Mony, Mony, e algumas faixas remixadas de músicas do Generation X. Trabalhando lado a lado com o guitarrista  Steve Stevens, produz ainda sue o primeiro álbum a solo, que chega ao mercado em julho de 1982 e recebe o seu nome artístico: Billy Idol.

 

As músicas Dancing With Myself e White Wedding, que receberam videoclips, catapultaram Billy Idol para o sucesso internacional: é nos vídeos que o artista surge com a sua cabeleira loira eriçada, as suas roupas de couro e um estilo de bad boy que lançou uma moda nos anos 80. O disco que se segue, Rebel Yell, de 1983, foi o mais vendido de toda a sua carreira, e ganhou dois discos de platina.

O artista inglês só regressa com um novo álbum em 1986, Whiplash Smile, que novamente alcança as primeiras posições das tabelas de vendas com To Be a Lover e Sweet Sixteen. No ano seguinte segue-se Vital Idol, que surge acompanhado de uma campanha maciça de vídeos transmitidos na MTV que ajudam a consolidar a fama do artista. Volta apenas em 1989, dois anos depois, participando na conhecida ópera-rock Tommy composta pela lendária banda The Who.

Todavia, é na década de 90 que se assiste a uma reviravolta inesperada. Enquanto produzia o quarto disco da sua carreira, Charmed Life, Billy Idol sofre um grave acidente de motorizada e quase perde uma das suas pernas, ficando de muletas durante alguns meses. Ainda assim, não se deixou deter, continuando a gravar música e surgindo em cima dos palcos apoiado em muletas.

Billy Idol no Brasil

Rock In Rio – 21 setembro 2017

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Em 1991, Billy Idol volta de novo a surgir nos cinemas, desta vez no filme The Doors do realizador Oliver Stone. Em 1993, com o disco Cyberpunk, incorpora um estilo diferente, deixando para trás o cabelo platinado para exibir dreadloks e, no lugar do rock cru e seco, incorpora na sua música batidas tecno. Infelizmente, este prova apenas ser outro ponto baixo na carreira do artista: o álbum é desprezado pelos fãs e regista poucas vendas.

Em 1994, viciado em drogas, quase morre de overdose. Ainda assim, consegue dar a volta e, após uma pausa do mundo da música, volta em 1998 para um curto papel na peça de comédia The Wedding Singer. Desde então a sua produção musical abrandou, apesar de ter editado alguns álbuns de Greatest Hits e de ter lançado, em 2014, um novo álbum chamado Kings & Queens of the Underground.

   

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