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Como os artistas precisam se reinventar no mundo da Música

Como os artistas precisam se reinventar no mundo da Música

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As mudanças tecnológicas afetam todos os segmentos da sociedade humana e um deles é a indústria da música. Hoje em dia é possível que uma pessoa sem o mínimo de habilidade para cantar, consiga soar minimamente agradável apenas com o uso de aparelhagens de alta tecnologia.

Mas ao mesmo tempo que há essa tendência que infelizmente faz com que o som se torne mais artificial, há também uma corrente que busca voltar atrás na história da música e procura incorporar os mais diferentes sons que o homem já criou na terra.

Diversos artistas populares estão buscando por referências musicais em todo o mundo, trazendo para o mainstream os sons de uma tribo isolada em algum local paradisíaco do mundo, por exemplo.

Agora o fenómeno da música popular é buscar o que há de mais exótico e diferente, fugindo dos sons que já são bastante conhecidos e utilizados. Abaixo mostramos como algumas dessas grandes estrelas musicais estão usando ou usaram instrumentos diferenciados para produzir hits.

Adicionamos também artistas que trazem essa musicalidade diferente na essência e também que já vêm fazendo experimentações desde há bastante tempo.

Beyoncé

A norte-americana Beyoncé é uma das artistas que mais tenta trazer um trabalho diferenciado para o grande público, visto que o seu último CD Lemonade foi bem diferente de tudo o que já vinha produzido.

Na música “Sorry“, ela usa o som de uma caixinha de música. E a produção do CD mistura o rock de Jack White, o rap de Kendrick Lamar e o eletrónico alternativo de James Blake criando uma composição bem mista e ao mesmo tempo bem coerente. Sua irmã Solange também andou pelo mesmo caminho, e foi aí que se encontrou e criou um projeto bem diferenciado e de sucesso.

 

 

Jennifer Lopez

A grande artista Jennifer Lopez está sempre em busca de novidades, já que possui uma longa carreira dentro do mundo do entretenimento, com quase 20 anos de sucesso.

Agora em 2018, ela está em turnê em Las Vegas no Caesars Planet Hollywood. O Betway tem um artigo que afirma que ela já realizou mais de 100 shows, gerando uma receita de mais de 50 milhões de dólares somente com essas apresentações no Planet Hollywood, sendo a quarta artista com maior faturamento.

Nesses shows, Jennifer Lopez está usando todos ritmos com quais trabalhou como forma de celebrar sua carreira, principalmente o ritmo latino de Ain’t no Funny. Grande parte de sua produção musical vem da influência latina com sons de raízes multi-culturais.

 

 

Oh Land

A cantora Oh Land é bastante conhecida sobre a sua escolha de instrumentos, já que ela adora instrumentos de brinquedos, com as quais ela aprendeu sobre a música, por isso praticamente toda a sua produção musical incorpora instrumentos diferentes.

Uma das músicas que mais se destaca é Wolf & I“, por misturar vários instrumentos, além de “Sun of the Gun” e “White Nights” – todas fazem parte do seu CD Oh Land, o qual a deixou famosa em todo o mundo. A sua essência é usar os recursos mais variados possíveis, como também os mais acessíveis.

 

 

 

Chris Garneau

O cantor americano Chris Garneau, que tem influência francesa, usa um som bem diferente na sua produção musical. Mesmo sendo uma abordagem bem pop, ele traz elementos da música clássica, cheio de pianos, de violinos e outros instrumentos de orquestras.

O seu CD de maior sucesso foi lançado em 2006, Music for Tourists, e está previsto para lançar um novo CD agora em 2018. Todas as suas músicas apresentam uma sonoridade diferente e bem clássica, devido à sua formação universitária.

 

 

Pearl Jam

No primeiro álbum intitulado Ten da banda mítica de Seattle, a banda utiliza dois sons bastante diferentes na música “Oceans“. Um som bem caseiro, um pote com pimenta do reino na sua forma original, e outro bem perigoso, ou seja, uma bateria tocada com baquetas pegando fogo. A banda afirmou que a escolha dos instrumentos diferentes foi mais por necessidade do que por parecerem diferentes.

 

 

Radiohead

Na música No Surprises foi utilizado um instrumento chamado glockenspiel, o qual é uma espécie de xilofone e traz um som bem caseiro e até mesmo lembrando uma canção de ninar.

A sua percussão funciona através do teclado, e pelo fato da banda ter uma essência mais minimalista e também introspectiva, o instrumento traz ainda mais força para a música, a qual fala justamente sobre isso, uma vida sem surpresas e sem alarmes, ou seja, suave.

 

 

Os artistas que querem se destacar dentro da indústria da música precisam trazer um projeto bem diferenciado, já que os consumidores estão mais exigentes e hoje também dá para descobrir artistas e músicas novas com outra facilidade devido às redes sociais.

Por isso, muito provavelmente a tendência vai ser a criação de músicas cada vez mais diferentes do que os grandes hits parecidos todos uns com os outros, e sem uma essência que o difere do que está sendo produzido em massa. Como um último exemplo, deixamos um projeto de banda que mistura um som super antigo, mas de forma moderna: os BADBADNOTGOOD com “Time Moves Slow”.

 

 

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